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Plenário do Senado aprova recondução de Gurgel
Procurador-geral da República ficará mais dois anos no cargo. Votação se deu por margem folgada, apesar da insatisfação com decisões do chefe do MP
Roberto Gurgel: insatisfação de aliados e oposicionistas não evitou recondução (Elza Fiúza/ABr)
O plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira, o nome de Roberto Gurgel para mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria Geral da República. Foram 56 votos a favor e 6 contrários, em votação secreta.
Mais cedo, o nome de Gurgel já havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, onde ele foi sabatinado, por 21 votos a 1. Os resultados mostram que a insatisfação de aliados e oposicionistas com o procurador não era tão grande para evitar a recondução.
Não que os parlamentares não tenham dado um susto em Gurgel: a Comissão de Constituição e Justiça fez corpo mole no mês passado e empurrou a decisão para depois do recesso parlamentar – quando o mandato do procurador já teria se encerrado. Por isso, ele ficou sem o cargo por quase duas semanas.
A oposição se queixava da decisão de não investigar o impressionante crescimento patrimonial do então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Os aliados, especialmente os petistas, não gostaram da decisão de Gurgel de manter as acusações sobre os envolvidos no Mensalão.
Recado - Durante a sabatina, o procurador deu o recado aos petistas sobre o mensalão: disse que não deixará de investigar nenhum caso de corrupção. “Não há como conceber, sobretudo a atividade politica, sem a mais nítida observância dos princípios éticos. Poucos males serão tão terríveis para a República quanto a corrupção. Cabe ao Ministério Público trabalhar intensamente para apurar as irregularidades”, declarou.
Gurgel foi cobrado pelos senadores, por outro lado, por ter arquivado denúncia sobre evolução do patrimônio do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. O senador Pedro Taques (PDT-MT), ex-procurador da República, foi um dos mais críticos: “O senhor deveria ter procurado mais do que procurou”.
O procurador-geral fez elogios ainda à Lei da Ficha Limpa, que prevê casos em que políticos se tornam inelegíveis. “A lei da Ficha limpa é um dos momentos de maior beleza nos últimos tempos na nossa democracia. Seja porque surgiu da iniciativa popular, seja porque mereceu no legislativo uma tramitação extremamente rápida. A PGR sustentou desde o primeiro momento a aplicação plena da chamada lei da ficha limpa”.










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