Investigação

Enem cancelado: PF já indiciou cinco suspeitos

A Polícia Federal indiciou nesta segunda mais três suspeitos de envolvimento no vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um deles é Felipe Pradella, que seria segurança do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), responsável pela realização do Enem. A PF não divulgou o nome dos demais suspeitos. No sábado, já haviam sido indiciados o empresário e publicitário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid.

Segundo o advogado Luiz Vicente Dezinelli, que defende Rodrigues, o encontro entre três dos suspeitos foi na pizzaria de seu cliente. "Esteve na pizzaria o Gregory, conhecido do Luciano, e levou Felipe, que se apresentou como Fábio, dizendo que tinha uma bomba jornalística. Como Luciano tinha contato com a imprensa, ele poderia ajudá-los no sentido de indicar o jornal que iria tomar as providências para avisar todo mundo que o exame tinha vazado", disse o advogado.
 

Depoimento - Felipe Pradella negou em depoimento à PF que tenha furtado o exame da gráfica contratada para fazer a impressão.

O depoimento na sede da PF em São Paulo começou às 10h e terminou às 17h. De acordo com a advogada Claudete Pinheiro da Silva, Pradella afirmou que recebeu a prova de um colega que também trabalhava na gráfica Plural e decidiu tentar vendê-la ao jornal O Estado de S.Paulo para denunciar a falta de segurança em relação ao exame.

"O Felipe e os envolvidos são pessoas comuns. Nenhum deles é criminoso ou indivíduo de alta periculosidade. São pessoas comuns que se viram na posse de uma prova e ele só queria denunciar a fragilidade dos serviços prestados pela gráfica", afirmou. Eles teriam pedido 500.000 para entregar a prova ao jornal.
 

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