Brasil
Congresso
Pagot vai à Câmara e deve poupar governo. De novo
Diretor do Dnit não deve fazer novas revelações aos deputados sobre esquema de corrupção no Ministério dos Transportes, revelado por VEJA
O diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Luiz Antonio Pagot, volta ao Congresso Nacional nesta quarta-feira. Desta vez, ele será ouvido pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a partir das 9h30, durante um reunião conjunta com a Comissão de Viação e Transportes. Um dia antes, ele esteve no Senado, em sessão das comissões de Infraestrutura e Meio Ambiente. À ocasião, Pagot - envolvido no esquema de corrupção que funciona no Ministério dos Transportes, revelado por VEJA - apenas se defendeu, e não fez novas acusações. A tática deve se repetir nesta quarta.
Havia entre os aliados o temor de que ele pudesse se implodir e levar consigo outros nomes do governo. A maior preocupação dizia respeito a Paulo Bernardo, hoje ministro das Comunicações, responsável pela pasta do Planejamento no governo Lula. Mas Pagot não criou problemas para os aliados. Ele não negou, por exemplo, ter presenciado a bronca dada pela presidente Dilma Rousseff, irritada com as irregularidades no ministério. Mas minimizou: "A presidente tem um estilo veemente de cobrar o que quer ver realizado. Nunca participei de uma reunião em que ela não cobrasse de forma enérgica".
Luiz Antonio Pagot argumentou que o aumento no custo de obras não pode ser tratado sempre como superfaturamento. Ele disse que a variação de preços está ligada à elevação do valor de produtos como o cimento e o aço. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) não se convenceu: "É subestimar a inteligência das pessoas afirmar que não há superfaturamento nas obras do Ministério dos Transportes".
O diretor do Dnit deve ser demitido assim que retornar de férias, no mês que vem. Diante das poucas respostas de Pagot, a oposição mantém o esforço para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. Mas a demissão do ministro Alfredo Nascimento, o afastamento de outros envolvidos e o recesso parlamentar de duas semanas devem tirar força do pedido.










Comentários
claudio
evidentemente que o sr Pagot pode ser inocente nesta roubalheira praticado pelo prezado Senador(que vergonha,o cara rouba e volta para o governo para defender a presidente isso é so na terra de tupiniquins)mas é uma pedra no sapato do sr.Paulo bernardo é só a veja procurar no estado do mato grosso do sul,quando o mesmo foi s(..)
13.07.2011
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BSB:
Lá vem o Pinóquio de novo?
13.07.2011
Barba
Que coisa bacana fez o governo, atuou nos bastidores para não ser acusado, assim como os outros membros da quadrilha de fazer parte da roubalheira descarada??? Que belo exemplo ao país; às gerações futuras e a comunidade internacional. Que ridículo!!!
13.07.2011