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Operação prende fiscais sanitários acusados de corrupção

Grupo é suspeito de cobrar propina de comerciantes para não aplicar multas e não interditar estabelecimentos como bares, restaurantes, lojas e farmácias

- Atualizado em

Dinheiro apreendido na casa de Luiz Carlos Ferreira de Abreu, auxiliar da inspeção sanitária acusado de participar do esquema de cobrança de propina
Dinheiro apreendido na casa de Luiz Carlos Ferreira de Abreu, auxiliar da Vigilância Sanitária acusado de participar do esquema de cobrança de propina (Márcia Foletto/Agência Globo/VEJA)

Vinte e três pessoas envolvidas em um esquema de cobrança de propina de comerciantes foram presas durante a Operação Parasitas, realizada nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. A ação, conduzida pela Secretaria de Segurança, Ministério Público e Polícia Civil, tem o objetivo de cumprir trinta mandados de prisão e 52 de busca e apreensão. Dos trinta investigados que tiveram prisão preventiva decretada, vinte são fiscais da Vigilância Sanitária Municipal.

De acordo com a denúncia, os fiscais vistoriavam os estabelecimentos, apontavam uma série de irregularidades e faziam inúmeras exigências. Mesmo depois de cumpridas as determinações, novas exigências eram impostas aos comerciantes. Em troca da não interdição das lojas ou da retirada de pesadas multas, os fiscais cobravam quantias mensais em dinheiro ou notificavam os comerciantes para que contratassem empresas parceiras do esquema para realizar a regularização dos estabelecimentos perante a vigilância.

Dinheiro apreendido - Até as 10 horas, a polícia havia apreendido 1 milhão de reais em dinheiro, além de documentos e computadores. Policiais estiveram em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, onde mora um supervisor da Vigilância Sanitária suspeito de ser o mentor do esquema. Ele não foi encontrado no local.

De acordo com a Secretaria de Segurança, a investigação começou após denúncia da Secretaria Municipal de Saúde, há dois anos. Escutas telefônicas mostram criminosos reclamando de novos funcionários que estariam atrapalhando o esquema de extorsão. Entre as vítimas do grupo estão donos de bares, restaurantes, empresas de projetos arquitetônicos, clínicas, farmácias e de outros estabelecimentos comerciais.

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