Mensalão (2005)
O maior escândalo de corrupção do Brasil foi revelado a partir de uma denúncia publicada por VEJA em 2005. O trabalho diligente da imprensa demonstrou, com fartura de documentos e provas, o esquema em que membros do governo do PT desviavam dinheiro público para comprar o apoio de parlamentares, engordar o caixa dois do partido e abastecer o bolso de petistas
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18 DE MAIO
VEJA obteve cópia de um vídeo em que Maurício Marinho, diretor dos Correios, dizendo agir em nome do deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, cobrava propina para direcionar o resultado de uma licitação da estatal. Com base na reportagem, uma semana depois, o Congresso aprovou a criação da CPI dos Correios
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18 DE MAIO
VEJA obteve cópia de um vídeo em que Maurício Marinho, diretor dos Correios, dizendo agir em nome do deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, cobrava propina para direcionar o resultado de uma licitação da estatal. Com base na reportagem, uma semana depois, o Congresso aprovou a criação da CPI dos Correios
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6 DE JUNHO
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o deputado Roberto Jefferson revelou a existência do mensalão, uma mesada paga a parlamentares pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em troca de apoio ao governo. Jefferson disse que contou sobre o esquema ao ex-presidente Lula e que o então ministro José Dirceu já sabia dele. Em outra entrevista, deu o nome do operador do esquema: Marcos Valério
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22 DE JUNHO
Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, dono da agência de publicidade SMP&B, apontado como o operador do mensalão, revelou à revista IstoÉ Dinheiro que malas de dinheiro transitavam pela agência para o pagamento das mesadas. O intermediário, disse a secretária, era Delúbio Soares
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29 DE JUNHO
Marcos Valério falou pela primeira vez sobre as acusações em entrevista a VEJA. Ele admitiu ser frequentador do Planalto, mas negou envolvimento com o esquema. O publicitário pôs as contas bancárias à disposição da CPI e justificou os altos saques em espécie feitos em suas contas no Banco Rural dizendo que trabalhava com compra e venda de gado
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13 DE JULHO
A crise do mensalão começou a afetar a imagem de Lula e disseminou-se a dúvida: ele sabia sobre os pagamentos? VEJA publicou pesquisa da Ipsos-Opinion em que 55% dos brasileiros diziam acreditar que, sim, Lula sabia da corrupção em seu governo. Dias antes, Jefferson mantivera a versão de que havia contado a Lula sobre o esquema
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17 DE JULHO
O jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem afirmando que 22 deputados do PP recebiam o mensalão a mando do líder do partido, o deputado José Janene. Um dos operadores do esquema seria João Cláudio Genu, chefe de gabinete de Janene
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19 DE JULHO
A mulher do deputado petista João Paulo Cunha sacou 50 000 reais de uma das contas de Marcos Valério no Banco Rural, informou reportagem do jornal O Globo. Cunha, assim, foi descoberto como um dos beneficiários do esquema. No mês seguinte, VEJA comprovou que Bob Marques, ajudante e amigo de Dirceu, também fora autorizado por Valério a sacar 50 000 reais
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20 DE JULHO
Reportagem do Jornal Nacional mostrou que Silvio Pereira, o ex-secretário-geral do PT, ganhara um jipe Land Rover da empresa GDK. Essa empresa, que doava dinheiro a campanhas do PT, ganhou 272 milhões de reais em licitações junto à Petrobras somente no primeiro semestre de 2005. Pereira era apontado como um dos arrecadadores do mensalão
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3 DE AGOSTO
Para despistar a origem do dinheiro que bancava o mensalão, o PT disse que havia feito empréstimos no Banco Rural para saldar dívidas de campanha. Em entrevista à revista Época, o ex-superintendente do banco Carlos Godinho disse que os empréstimos ao PT e a Valério foram uma farsa. O objetivo era esconder a origem dos recursos, ou seja, lavar o dinheiro