23/11/2009 - 14:13
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Exclusivo VEJA.com | Aviação

Novata Azul colhe frutos em Viracopos

Branca Nunes
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(Divulgação)

O crescimento do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), foi anabolizado pela chegada da Azul Linhas Aéreas. Criada em setembro do ano passado, a empresa decidiu investir ali depois de descobrir que o PIB acumulado em um raio de 100 quilômetros ao redor do aeroporto chega a 6,5 bilhões de reais - equivalente ao do Chile.

"Em Congonhas não havia espaço e, em Cumbica, os horários disponíveis eram muito ruins", conta Adalberto Febeliano, diretor de Relações Institucionais da Azul. "Viracopos era um aeroporto negligenciado pelas companhias, e a região de Campinas é uma mina de ouro aguardando para ser garimpada".

Quando a Azul começou a operar em Viracopos, havia apenas 19 voos diários na pista. Atualmente, são 119 - 40 só da empresa novata. Febeliano atribui os números positivos à ênfase conferida pela empresa ao conforto dos passageiros - os aviões são menores e as poltronas, mais largas - e aos preços baixos das passagens. Entre Campinas e o Santos Dummont, no Rio, por exemplo, a tarifa é de 69 reais. Na Gol, o bilhete sai por 65 reais e na TAM, 99 reais. Contudo, nessas duas, os passageiros que embarcam em Campinas descem no Galeão, distante do centro da cidade.

Segundo Febeliano, o número de passageiros em São Paulo se mantém estável desde 2004: são 35 milhões de pessoas por ano. O congelamento não se deve à falta de demanda, mas de espaço físico. "Os Estados Unidos têm 250 milhões de habitantes que realizam 800 milhões de viagens por ano", diz. "No Brasil, com 200 milhões de pessoas, são pouco mais de 50 milhões de viagens". Para ele, mesmo levando-se em consideração o menor poder aquisitivo dos brasileiros, seria possível multiplicar por 12 o total de deslocamentos aéreos no país.

A Gol opera em Campinas desde 2001 e também adota uma política de tarifas diferenciadas, com o pagamento dividido por até 36 parcelas. Ainda neste mês, a companhia passará a operar mais quatro voos a partir de Viracopos. Embora não tenham previsão para criar linhas regulares internacionais, a empresa chegou a operar voos fretados entre Campinas e Bariloche.

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