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Murici, a cidade onde a família Calheiros se reveza no poder

Reportagem de VEJA desta semana mostra que o município, a 50 quilômetros de Maceió, é privilegiado em verbas federais, mas boa parte da população ainda vive na miséria

Por: Gabriele Jimenez - Atualizado em

SÓ POBREZA - Portelinha: favelados dependem da prefeitura de Remi (entre Renan, à esq., e Olavo Neto)
SÓ POBREZA - Portelinha: favelados dependem da prefeitura de Remi (entre Renan, à esq., e Olavo Neto)(Manoel Marques/VEJA)

Município de 27 000 habitantes situado a 50 quilômetros de Maceió, Murici frequenta com certa assiduidade o noticiário nacional por três motivos - todos lamentáveis: inundações devastadoras, escândalos de desvio de dinheiro público e o fato de sempre ter na prefeitura, em esquema de revezamento, políticos de sobrenome Calheiros. A família domina há mais de trinta anos (21 deles ininterruptos) a administração municipal, muito embora seu filho mais famoso, o presidente do Senado, Renan Calheiros, 57 anos, só apareça por lá em campanha ou em dia de inauguração. Chafurdado em alguns dos piores indicadores socioeconômicos do Brasil - até mesmo para os padrões alagoanos -, Murici é o resultado da velha política assistencialista, cujas raízes remontam ao coronelismo. Um terço dos moradores não sabe ler nem escrever, 65% dependem do Bolsa Família para sobreviver e o Índice de Desenvolvimento Humano rasteja em 0,58 (numa escala que vai de 0 a 1). Uma das maiores escolas públicas muricienses, com 560 alunos, funciona em salas de chão de terra separadas por tapumes. As crianças saem uma hora mais cedo porque a escola não oferece merenda. O problema não parece ser, nesse caso, de miséria. Um processo que aponta irregularidades nas verbas de merenda na cidade já chegou ao Supremo Tribunal Federal.

Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet ou nas bancas.

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Supremo Tribunal Federal (STF)
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