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Ônibus foram incendiados em São Luís no Maranhão na sexta-feira (03), em retaliação à ocupação, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas pela polícia militar
Ônibus foram incendiados em São Luís no Maranhão na sexta-feira (03), em retaliação à ocupação, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas pela Polícia Militar(Francisco Silva/Jornal Pequeno/EFE/VEJA)

A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que teve 95% do corpo queimado em um ataque a ônibus na sexta-feira, em São Luiz,morreu nesta segunda-feira, informou a Secretaria de Saúde do Maranhão. O coletivo em que a menina estava com a mãe e a irmã foi invadido e incendiado por homens armados.

Ana Clara foi uma das vítimas da onda de ataques que começou depois de uma operação realizada pela Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A intervenção pretende diminuir as mortes nas unidades prisionais do Estado. Só em 2013, de acordo com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entregue no dia 27 de dezembro, sessenta detentos morreram nos presídios do Maranhão.

Nos ataques que ocorrem desde sexta-feira na capital maranhense, quatro ônibus foram incendiados e duas delegacias foram alvo de tiros.

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Prisões - Nesta segunda-feira, a Polícia Militar do Estado anunciou a prisão de mais seis acusados de participar dos atentados. Com estas detenções, sobe para dezessete o número de presos acusados de participar das ações criminosas.

Dois dos acusados presos são adolescentes. Os seis detidos durante uma operação estavam escondidos em um matagal e são apontados como os criminosos que organizaram e executaram o único ataque que deixou cinco vítimas, entre elas duas irmãs - além de Ana Clara, outra de 1 ano e cinco meses, e a mãe das duas meninas.

Operação - Neste domingo, a polícia maranhense montou uma grande operação na cidade, envolvendo 400 policias militares e 150 policiais civis, para conter a onde de ataques e atentados.

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(Com Estadão Conteúdo)

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