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Marina Silva defende cassação de Dilma e Temer pelo TSE

Contrária ao impeachment que tramita na Câmara, ex-ministra afirmou em entrevista que processo instaurado por Cunha não é golpe

- Atualizado em

marina silva
Bem cotada em pesquisas, Marina disse não saber se será candidata à presidência em 2018(VEJA.com/VEJA)

Candidata à Presidência da República nas eleições de 2010 e 2014, Marina Silva retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira, a ex-senadora e ex-ministra afirmou que Dilma "não tem mais a liderança política no país nem maioria no Congresso". Embora seja contrária ao processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, Marina atribuiu a Dilma e o vice-presidente Michel Temer a responsabilidade pelas crises econômica e política e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE, porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente", afirmou Marina. Ainda que não defenda o processo de impeachment em andamento no Congresso, a ex-ministra discordou da tese encampada pelo governo Dilma de que o procedimento aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é golpe. "Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe", comparou.

Sobre a campanha presidencial de 2014, em que foi alçada à cabeça de chapa do PSB após a morte do ex-governador Eduardo Campos, Marina disse que Dilma "não disse a verdade" sobre a economia do país. A fundadora da Rede disse que o discurso de Dilma em campanha agravou a situação do Brasil em 2015, o primeiro do segundo mandato da petista.

"Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha", lembrou a ex-senadora, em uma crítica também ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Divulgada em novembro de 2015, a última pesquisa Datafolha com números sobre a eleição de 2018 aponta que, em dois cenários de segundo turno, Marina aparece empatada com Aécio Neves e à frente de Lula. Embora surja como uma das favoritas à disputa, Marina afirmou ainda não ter clareza se será novamente candidata. Entretanto, ela voltou a criticar os ataques dirigidos a ela durante a campanha de 2014, principalmente por Dilma e o PT.

"Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer", concluiu.

(com Estadão Conteúdo)

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