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Manifesto de advogados contra a operação foi concebido pela defesa de Marcelo Odebrecht

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirma que a carta foi proposta pelo advogado Nabor Bulhões após STF negar habeas corpus do empreiteiro

Por: Da Redação - Atualizado em

O executivo Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato, durante depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba, nesta terça-feira (01)
O executivo Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato(Vagner Rosário/VEJA.com)

Após o Supremo Tribunal Federal negar, em 8 de janeiro, um dos vários pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Marcelo Odebrecht, seus advogados partiram para uma estratégia ousada. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirma que o advogado Nabor Bulhões, principal articulador de defesa do empreiteiro, foi o mentor do manifesto com críticas à operação Lava Jato divulgado no último dia 15.

Segundo a reportagem, Bulhões e Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, se encontraram em Salvador, onde o segundo mora, logo após o presidente do STF, Ricardo Lewandowiski, ter negado novo pedido de liberdade para Marcelo. O executivo está preso há sete meses. Na reunião, foi definido o conteúdo da carta, que compara os métodos usados na operação Lava Jato com os da ditadura e com a Inquisição. O texto foi escrito no escritório de Bulhões e apresentado a advogados da Odebrecht. Mônica, mulher de Marcelo, também participou da concepção.

A carta foi endossada por dezenas de criminalistas, entre eles diversos defendores de réus da Lava Jato como Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado do senador Edison Lobão (PMDB-MA), e Antonio Claudio Mariz de Oliveira, advogado de funcionários da Odebrecht.

Na semana passada, o presidente do PT, Rui Falcão, classificou a carta de "denúncia relevante" a "desmandos perpetrados"pela força-tarefa. Entre os petistas presos por causa das investigações e suspeitas de desvios dos cofres da Petrobras para campanhas eleitorais estão o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, o ex-ministro José Dirceu e o senador Delcídio Amaral. Já procuradores e juízes criticaram duramente o conteúdo do manifesto.

Da redação