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Maioria do PMDB-RJ votará pelo rompimento com o governo

O presidente do partido no Rio, Jorge Picciani, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, apoiarão o afastamento

- Atualizado em

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante eleição da comissão que irá analisar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (17)
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante eleição da comissão que irá analisar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em Brasília (DF), nesta quinta-feira (17)(Andressa Anholete/AFP)

Até agora maior aliado da presidente Dilma Rousseff no PMDB, o diretório do Estado do Rio de Janeiro vai votar pelo rompimento com o governo na reunião nacional do partido marcada para terça-feira. Peemedebistas ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo acreditam que a decisão não será unânime, porque poderá ter o voto contrário ao rompimento do líder da PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Os outros dez representantes do Rio no diretório nacional, no entanto, deverão votar pela saída do governo.

Embora integrem o diretório nacional, o governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral não irão ao encontro. Serão substituídos por suplentes. Entre os que votarão pelo rompimento estão o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, pai de Leonardo, o ex-ministro e ex-governador Wellington Moreira Franco e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O argumento para a saída do governo será de que a presidente não é capaz de liderar um movimento para tirar o país da crise. Também sustentarão que o mais importante é garantir a unidade do PMDB, que tem mostrado clara tendência pelo rompimento. Os peemedebistas fluminenses evitarão associar o rompimento a uma tendência a favor do impeachment da petista, embora entendam que o avanço das investigações da Operação Lava Jato tenha tornado muito difícil a defesa de Dilma no processo em curso na Câmara.

"Não queremos misturar rompimento e impeachment neste momento. Vamos dizer que continuamos a respeitar a presidente, mas que deixamos o governo para manter a unidade partidária. Vamos sair, mas não vamos fazer alarde", disse um peemedebista fluminense com voto no diretório nacional.

(Com Estadão Conteúdo)

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