tarja caso bruno

Justiça

Macarrão é condenado a 15 anos por assassinato de Eliza

Fernanda Castro, ex-namorada de Bruno, recebeu pena de cinco anos, mas vai recorrer em liberdade. Sentença complica situação do goleiro Bruno e de Bola

Leslie Leitão, Marcelo Sperandio e Pâmela Oliveira
  • Clima no plenário do Fórum de Contagem esquentou durante depoimento do delegado aposentado Edson Moreira

    Renata Caldeira/TJMG

  • Durante depoimento do delegado Edson Moreira, Bola (à dir.) faz anotações

    Renata Caldeira/TJMG

  • Delegado Edson Moreira, que coordenou a investigação sobre a morte de Eliza Samudio, é ouvido como testemunha no júri de Bola

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola conversa com um dos seus onze advogados de defesa

    Renata Caldeira/TJMG

  • O detento Jailson Oliveira presta depoimento acompanhado por um policial

    Renata Caldeira/TJMG

  • Parte da equipe de advogados do ex-policial Bola

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola se senta no banco dos reús no primeiro dia de seu julgamento, em Minas Gerais

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola se senta no banco dos reús no primeiro dia de seu julgamento, em Minas Gerais

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola se senta no banco dos reús no primeiro dia de seu julgamento, em Minas Gerais

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola se senta no banco dos reús no primeiro dia de seu julgamento, em Minas Gerais

    Renata Caldeira/TJMG

  • Bola se senta em frente à juíza Marixa Fabiane, no Fórum de Contagem

    Renata Caldeira/TJMG

  • Ércio Quaresma (à esq.) comanda a defesa do ex-policial Bola

    Renata Caldeira/TJMG

  • O promotor Henry Castro e a juíza Marixa Fabiane no júri do ex-policial Bola

    Renata Caldeira/TJMG

  • Henry Castro, promotor do Caso Bruno

    Marcelo Albert/TJMG

  • Henry Castro, promotor do Caso Bruno

    Marcelo Albert/TJMG

  • Henry Castro, promotor do Caso Bruno

    Marcelo Albert/TJMG

  • Juíza Marixa Fabiane ouve Bruno no terceiro dia de julgamento, em Contagem

    Renata Caldeira / TJMG

  • No terceiro dia de Tribunal de Júri, Bruno chora ao depor

    Renata Caldeira / TJMG

  • Goleiro Bruno chora em depoimento à juíza Marixa Fabiane

    Renata Caldeira / TJMG

  • O ex-goleiro Bruno e seus advogados, Lúcio Adolfo e Thiago Lenoir no Fórum de Contagem, em 06/03/2013

    Cristiane Mattos/FuturaPress

  • Chegou a hora do julgamento do goleiro Bruno

    VEJA

  • Goleiro Bruno entre os advogados de defesa

    Marcelo Albert/TJMG

  • Goleiro Bruno e Dayanne no segundo dia do julgamento

    Renata Caldeira / TJMG

  • Goleiro Bruno beija a prima Célia Rosa Sales, que depôs no julgamento

    Renata Caldeira / TJMG

  • O ex-goleiro Bruno e seu advogado, Lucio Adolfo, no fórum de Contagem, em 05/03/2013

    Douglas Magno/O tempo/Futurapress

  • Jorge Luiz Rosa Sales dá entrevista ao 'Fantástico', da Rede Globo, na noite de domingo: contradições e revelações sobre o envolvimento do goleiro Bruno no caso

    Reprodução

  • Bruno será levado (de novo) a júri popular em março

    Alexandre Brum/Ag. O Dia

  • Macarrão no banco dos réus durante o quinto dia de julgamento

    Vagner Antônio/TJMG

  • Macarrão prossegue depoimento durante o quarto dia de julgamento

    Renata Caldeira/TJMG

  • Macarrão no banco dos réus para o terceiro dia de julgamento

    Thiago Chaves/Estadão Conteúdo

  • Macarrão revelou detalhes do desaparecimento de Eliza Samudio  no julgamento

    Divulgação/Vagner Antônio/TJMG

  • Tiago Lenoir e Adolfo Lúcio, advogados do goleiro Bruno

    Alex de Jesus/Estadão Conteúdo

  • Terceiro dia do julgamento do caso Eliza Samudio realizado no Fórum de Contagem, Minas Gerais

    TJMG

  • Goleiro Bruno beija a noiva Ingrid Calheiros na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais

    TJMG

  • Bruno, Luiz Henrique Romão e Dayanne Rodrigues do Carmo na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais

    Reuters

  • Goleiro Bruno na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais durante o julgamento sobre o assassinato de Eliza Samudio

    TJMG

  • Goleiro Bruno na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais durante o julgamento sobre o assassinato de Eliza Samudio

    TJMG

  • Bruno e Dayanne Rodrigues do Carmo na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais durante o julgamento sobre o assassinato de Eliza Samudio

    Juliana Flister/Reuters

  • Goleiro Bruno na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais durante o julgamento sobre o assassinato de Eliza Samudio

    TJMG

  • Goleiro Bruno na sala de audiência do Fórum de Contagem, Minas Gerais durante o 2° dia de julgamento

    Pedro Vilela/Futurapress

  • Bruno chega ao Fórum de Contagem para o segundo dia de julgamento

    Reprodução TV

  • Movimentação na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, para o julgamento do ex-goleiro Bruno

    Pedro Vilela/Agência I7/Estadão Conteúdo

  • Luiz Henrique Romão, o Macarrão, chega ao fórum, onde será julgado

    Alexandre Brum/Ag. O Dia

  • Jose Arteiro, advogado da familia de Eliza

    João Miranda/O Tempo/Estadão Conteúdo

  • A dona de casa Sônia de Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, no Fórum Doutor Pedro Aleixo, em MG

    João Miranda/O Tempo/Estadão Conteúdo

  • Ercio Quaresma, um dos advogados do acusado Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

    João Miranda/O Tempo/Estadão Conteúdo

  • Ingrid Calheiros, atual mulher do goleiro Bruno, no Fórum de Contagem

    Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

  • Rui Pimenta, advogado do goleiro Bruno, na sala de audiência do Fórum, em Contagem

    Eugenio Moraes/Hoje em Dia/Estadão Conteúdo

  • Dayanne Rodrigues do Carmo, ex-mulher de Bruno, acusada de sequestro e cárcere privado, chega ao fórum

    João Miranda/O Tempo/Estadão Conteúdo

  • A juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem

    Pedro Vilela/Agência I7/Estadão Conteúdo

  • Populares realizam manifestação em frente ao fórum de Contagem, Minas Gerais antes do início do julgamento do goleiro Bruno e outros 4 acusados de sequestro e assassinato de Eliza Samudio

    Flavio Tavares/Futurapress

  • Eliza Samudio, de 25 anos, está desaparecida desde o início de junho. Eliza era ex-amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno e tentava provar judicialmente que o atleta era pai de seu filho, também batizado de Bruno, de cinco meses. A suspeita é de que Eliza, a mando de Bruno, tenha sido brutalmente assassinada por amigos do goleiro

    Marcelo Theobald / O Globo

  • PLANO B - Na carta interceptada, Bruno convoca o comparsa Macarrão a “ficar aqui” e livrá-lo da condenação pela morte de Eliza: três vezes “Me perdoe”

    Alex de Jesus/O Tempo: Mercelo Theobald/Extra/Ag. Globo

  • Luiz Henrique, o Macarrão, o goleiro Bruno, e Marcos Paulista, fichados pela polícia de Minas

    Divulgação

  • Sérgio Rosa Sales

    AE

  • Perícia no sítio do goleiro Bruno

    AE

  • Sérgio Rosa Sales é conduzido por policiais

    AE

  • A ex-mulher do goleiro Bruno,  Dayanne de Souza, é a primeira a depor. Alem dela, devem prestar depoimento Wemerson Marques de Souza (o Coxinha), Elenilson Vitor, Sergio Rosa Sales e Flavio Caetano Araujo

    Eugenio Moraes / Ag. O Globo

  • AMOR VERDADEIRO - Macarrão, o fiel escudeiro: peça fundamental do plano para tirar de uma vez por todas Eliza do caminho de Bruno, o seu “Tigrão”, a quem dedicou uma tatuagem horas antes de sequestrá-la na frente de um hotel na Barra da Tijuca

    Fabiano Rocha/Ag. Globo

  • O goleiro Bruno, chegando no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, em 09/07/2010

    André Mourão/Agência O Dia

  • EM CENA - Um executou, o outro assistiu: os depoimentos de Jorge Luiz (de rosto coberto, por ser menor de idade na época), primo de Bruno que assistiu ao assassinato, incriminaram o ex-policial Bola, matador de aluguel que asfixiou Eliza na sua própria casa

    Pedro Silveira/O Tempo/Folhapress e Cristiano Trad/AE

  • VENDE-SE - O sítio de onde Eliza saiu para a morte: ninguém se interessou por comprar a propriedade de Bruno. Ali, enquanto a amante ficava trancada em um quarto, o goleiro oferecia um churrasco no quintal, local em que, dois dias depois, queimaria as roupas da moça

    José Patrício/AE

  • Ex-amante do goleiro Bruno Eliza com Bruninho no colo

  • Fotos do filho de Eliza Samudio e do goleiro Bruno, em álbum encontrado pela polícia no sítio do goleiro

    Agência Folha

  • Cães do Corpo de Bombeiros procuram vestígios do corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno

    AE

  • O goleiro Bruno Fernandes durante a comissão de Direitos Humanos, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Belo Horizonte

    Alex de Jesus/O Tempo/Folhapress

  • O goleiro Bruno Fernandes e o policial Marcos Paulista, envolvidos na morte de Eliza Samudio

    Agência Globo

  • Goleiro Bruno Fernandes chega ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte  (José Patrício/Agência Estado)

  • Camisa autografada pelo goleiro Bruno: 79 reais

    Reprodução

  • Camisa do ex-goleiro Bruno em liquidação

  • Goleiro Bruno volta aos treinamentos no Flamengo

    Fábio Motta/AE

  • Land Rover do goleiro Bruno

    Marcelo Theobaldo/Agência Globo

  • O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de envolvimento no assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno

    AE

  • Dayanne

  • O goleiro Bruno Fernandes passou mal e desmaiou por volta de 10h45 desta quarta-feira, pouco antes da audiência que deve ouvir 21 testemunhas no processo que corre em Contagem (MG) contra o jogador

    Eugênio Moraes/Hoje em Dia/Folha

  • Eliza Samudio, 25, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo

    AE

  • Luís Carlos Samudio, pai da Eliza Samudio,  ex-amante do goleiro Bruno, com o filho do casal

    FolhaPress

  • O delegado Edson Moreira, que preside a investigação do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno

    AE

  • Polícia Civil de MG e RJ na casa onde estariam restos mortais de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo

    Domingos Peixoto/Agência o Globo

  • Polícia Civil no condomínio do goleiro Bruno

    Carlos Moraes/Agência O DIA/AE

  • O chefe do Departamento de Investigações da polícia mineira, Edson Moreira, mostra a foto do ex-policial Marco Antônio Aparecido dos Santos, acusado de estrangular Eliza Samudio.

    FolhaPress

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"Este júri foi para confirmar que Eliza Samudio estava morta. O próximo é para saber quem a matou", afirmou o promotor Henry Castro

Encerrados cinco dias de um júri confuso, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado a 15 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Ele se livrou apenas da acusação de ocultação de cadáver.  A ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, pegou cinco anos por sequestro e cárcere privado de Eliza e do menino Bruninho, filho da jovem. A frustração para a acusação e as famílias dos que ansiavam por justiça foi o adiamento do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de Marcos Aparecido dos Santos, o ex-policial Bola, que segundo o Ministério Público foi contratado pelo atleta para matar Eliza. Os demais réus do caso vão enfrentar outro júri, em 4 de março.

A pena de Macarrão é de 15 anos de reclusão - 12 anos em regime fechado por homicídio e três em regime aberto por sequestro e cárcere privado. A pena seria de 20 anos de prisão, mas a confissão durante o depoimento em plenário serviu de atenuante. Em 2015, Macarrão poderá solicitar regime semiaberto. "Foi uma vitória com certeza. Como esse caso foi o maior e o mais importante da minha carreira, posso dizer que, tratando-se de um réu confesso de homicídio, foi a minha maior vitória. A confissão foi uma estratégia acertada porque o beneficiou. Não houve acordo. Neste momento, Macarrão está tranquilo", disse o advogado de defesa de Macarrão, Leonardo Diniz.

Fernanda recebeu cinco anos de pena, mas responderá em liberdade. Carla Silene, advogada de Fernanda, vai recorrer da sentença. "Iremos recorrer. Dentro do contexto tumultuado do julgamento foi uma vitória. Enfrentamos o júri de cabeça erguida e, por isso, vencemos. Fernanda está livre. Fernanda está cansada, abalada, emocionada, mas saiu vitoriosa", afirmou Silene. "Este júri foi para confirmar que Eliza Samudio estava morta. O próximo é para saber quem a matou", disse o promotor Henry Castro.

A sentença lida às 23h50 desta sexta-feira pela juíza Marixa Fabiane Rodrigues é resultado do julgamento de seis mulheres e um homem que compuseram o conselho de sentença. Apesar de Bruno e Bola terem escapado deste júri, a avaliação é de que ambos estão a caminho da condenação. Macarrão, abandonado pelo ex-patrão e pelo ex-policial a quem tentou proteger em seu depoimento, afirmando que não conseguiria reconhecer o homem para quem entregou Eliza na noite do crime, rompeu o acordo tácito que havia entre os réus. E afirmou pela primeira vez que Eliza Samudio estava morta.

A história que Macarrão apresentou para os jurados foi um avanço para a acusação. Mas a excessiva preocupação em preservar-se motivou, na parte dos debates, um ataque incisivo do promotor Henry Castro. Para a acusação, Macarrão foi “tão autor quanto Bola”, pois sabia que Eliza seria levada para a morte e nada fez para impedir o crime. “Pressenti que estava levando ela para a morte”, disse Macarrão na madrugada de quinta-feira, assumindo, pela primeira vez, que Eliza não está viva. O Ministério Público (MP) também considerou que Fernanda tinha conhecimento de tudo o que se passava com Eliza.

Os sete erros da defesa no Caso Bruno

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1 - Seis mulheres e um homem no júri

No primeiro dia do julgamento, o então advogado de Bruno, Rui Pimenta, optou por deixar que seis mulheres e apenas um homem integrassem o conselho de sentença. Foi pimenta quem dispensou dois homens que integravam o grupo – cada parte pode dispensar três integrantes, para nova seleção. Pimenta ainda soltou uma pérola: "As mulheres são mais responsáveis, afinal, nem todo mulher é prostituta". No dia seguinte, foi destituído. As mulheres, como se viu, condenaram os réus. “É fundamental que o advogado de defesa escolha bem as peças", explica o jurista Luiz Flávio Gomes, que acompanhou todo o julgamento.



Para o júri, Macarrão fez uma confissão parcial, que destoava em partes da denúncia do MP. Foi o caso de quando ele afirmou ter conhecido Bola apenas na prisão. A acusação mostrou que, no dia da morte de Eliza, os dois trocaram cinco telefonemas. Macarrão reforçou em sua fala de cerca de cinco horas que tinha uma relação de patrão e empregado com Bruno. Por isso, cumpriu a ordem do goleiro de levar Eliza até o local onde ela seria morta. Leonardo Diniz seguiu esta linha: “Quero que vossas excelências analisem a relação entre um serviçal e um ídolo de futebol", pediu ao júri.

Depois de Macarrão declarar ter levado Eliza até a morte, o que o coloca como responsável pelo crime de homicídio, Diniz pediu aos jurados que condenassem seu cliente por homicídio simples, sem os qualificadores - motivo torpo, dificultando a defesa da vítima e por asfixia. "Não peço que seja inocentado, mas uma pena justa. Ele disse com toda clareza que o seu sentir é que ela não voltaria mais. Não podemos desencorajar o criminoso a falar. Peço que os senhores não incluam os qualificadores", disse Diniz, negando os crimes de sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. A defesa de Macarrão foi no sentido de dizer que ele só foi o motorista que levou Eliza ao encontro do algoz a mando do patrão, Bruno, apontado como mandante do crime.

O promotor rebateu as declarações de Macarrão ao dizer que ele esteve na cena do homicídio e contribuiu diretamente para que isso acontecesse. Castro lançou mão do depoimento de Jorge, primo de Bruno menor de idade à época: "Bola dá uma gravata em Eliza, enquanto Macarrão chuta as pernas dela. E por que Macarrão chutava as pernas dela? Para desequilibrá-la e garantir que a morte dela fosse mais rápida".

Ainda sobre o depoimento de Macarrão, Henry Castro disse que ele só decidiu falar porque "não teria como escapar da condenação". E afirma que o réu articulou com seus advogados o que seria dito, para que somente Bruno fosse responsabilizado pela articulação do crime. "Como a condenação era certa, então, que ela viesse de forma atenuada. Tudo foi inteligentemente planejado," disse Castro.

Bruno - Com a condenação de Macarrão e Fernanda, é grande a possibilidade de o goleiro Bruno receber o mesmo veredicto. Ele é apontado pelo amigo como o mentor do sequestro e do assassinato de Eliza Samudio. "A situação de Bruno se complica. Não é porque condenou aqui, que obrigatoriamente vai condenar no próximo julgamento. Mas, é óbvio, vai pesar favoravelmente à acusação a condenação do Macarrão como o intermediário do crime", explica o professor de direito Danilo Fernandes Cristofaro, que acompanhou o julgamento de Fernanda e Macarrão. "No próximo júri, o promotor vai acusar Bola de ser o executor, e Bruno, o mentor. Uma condenação aqui aumenta as chances de condenação lá."

Ainda de acordo com Cristofaro, a repercussão da decisão desta sexta-feira também deve influenciar os jurados que decidirão o futuro de Bruno, Bola e Dayanne no dia 4 de março de 2013. "Só a situação da Dayanne é ainda muito indefinida", afirmao professor.
 

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