13/01/2010 - 13:04
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Memória

Lula lamenta a morte de Zilda Arns no Haiti

Zilda Arns

Zilda Arns (Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta quarta-feira a morte da pediatra e sanitarista brasileira Zilda Arns, vítima do terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira. A informação foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim.

"O presidente estava absolutamente chocado, lamentou muito. (Zilda) é uma pessoa de grande projeção no país", afirmou Amorim, que se reuniu com o presidente e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para definir as providências que serão tomadas para socorrer brasileiros que estão no Haiti.  

Família - Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, também lamentou a morte da irmã. "Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou", comentou o cardeal. D. Paulo foi avisado por telefone pelo chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ao ver a notícia do terremoto e antes mesmo de saber sobre sua irmã, ele rezou uma missa pelas vítimas do Haiti na casa de repouso onde vive, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

O corpo de Zilda será trazido do Haiti em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O velório e enterro serão em Curitiba, onde moram os quatro filhos da médica. D. Paulo já informou que não poderá comparecer e pediu que D. Pedro Stringhini, bispo de Franca, o represente.

Nascida na cidade de Forquilhinha, em Santa Catarina, no dia 25 de agosto de 1934, Zilda Arns fundou nos anos 80 a Pastoral da Criança, por meio da qual ajudou a combater a mortalidade infantil no país. Ela era também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Luto - O governo do estado do Paraná decretou luto oficial de três dias pela morte de Zilda, que vivia em Curitiba. Segundo seu sobrinho, o senador Flávio Arns, Zilda cumpria uma agenda de palestras sobre o trabalho da Pastoral da Criança e do Idoso por vários países da América Central, quando fez uma parada no Haiti para visitar o país.

(Com Agência Estado)

Leia no blog do Reinaldo Azevedo:

A médica e militante católica Zilda Arns e outros 11 militares morreram no terremoto do Haiti. Todos conhecem o formidável trabalho que esta mulher fez à frente da Pastoral da Criança. Uma ação de inequívoco apelo social, mas também de grandeza moral. Em vez de usar as dificuldades da população pobre como matéria de proselitismo, a exemplo de um sem-par de ONGs movidas a vigarice política, Zilda seguia a máxima cristã: deixava-se conhecer pela Palavra, mas também pela obra.

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados