Cidades

Leão Ariel morre de parada cardiorrespiratória

O animal, que sofria de uma doença degenerativa, estava tetraplégico

  • Leão Ariel ainda filhote em sua casa

    Arquivo Pessoal

  • Leão Ariel ainda filhote com seu irmão

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  • Leão Ariel com sua dona Raquel Borges

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  • Leão Ariel durante sua aula de Hidroterapia

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  • Leão Arial dorme com sua dona Raquel Borges

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  • Leão Ariel comemora seu aniversário de 3 anos

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  • A cachorrinha Little com o almoço do leão Ariel

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  • Leão Ariel no programa da Ana Hickman

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O leão Ariel, de 3 anos, morreu no começo da tarde desta quarta-feira, depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória. O felino, que sofria de uma doença degenerativa e estava tetraplégico, ganhou fama quando seus criadores começaram uma corrente na internet para arrecadar recursos para que ele voltasse a se movimentar. 

O animal vivia em Maringá (PR), mas estava em São Paulo há mais de um mês, onde era submetido a um tratamento veterinário. Conhecido como plasmaférese, o procedimento remove elementos do plasma sanguíneo que possam ser responsáveis por algumas doenças.

Os primeiros problemas de locomoção apareceram em julho de 2010. Na capital paulista recebia doações de plasma sanguíneo de outros leões.

Ariel sofreu uma crise convulsiva nesta terça-feira e apresentou acumulo de líquido ao redor do pulmão. Nesta quarta, entretanto, sua dona Raquel Ferreira Borges da Silva, contou que ele havia apresentado uma visível melhora. "Quando a veterinária começou a aplicar o tratamento, eu percebi que ele estava bem e fui tomar banho", lembra Raquel, com a voz embargada. "Quando voltei para a sala eles já estavam tentando reanimá-lo. Hoje é o pior dia da minha vida. Estou muito triste" 

A veterinária Livia Pereira Teixeira, que cuidava de Ariel há sete meses, confirmou que ele estava aparentemente bem pela manhã e respirava sem dificuldades. Na hora do almoço, depois de beijar a barriga do animal, limpar seus olhos e, com a ajuda de outra veterinária, mudar Ariel de posição, percebeu que ele tinha sofrido uma parada respiratória. Livia tentou, em vão, reanimá-lo com injeções de adrenalina e massagens cardiorrespiratórias. “Ele era como um filho", contou.

Antes de ser enterrado em Maringá, o corpo do felino será levado para a Universidade de São Paulo (USP), onde passará por uma necrópsia. "Preciso saber o que realmente aconteceu com ele", diz Raquel, chorando.

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