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Parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo, permanece fechado durante as investigações
Parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo, permaneceu fechado por três semanas(Gabo Morales/Folhapress/VEJA)

O parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo (SP), será reaberto às 11 horas deste domingo. O estabelecimento estava fechado desde o dia 2 deste mês devido a morte da adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, que caiu do brinquedo La Tour Eiffel em 24 de fevereiro.

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Uma força tarefa formada por técnicos e peritos de diversas instituições avaliou durante três semanas os 15 brinquedos considerados de maior risco, incluindo o La Tour Eiffel. Foram inspecionados: Vurang, Ekatomb, Montanha Russa, Vula Viking, Leva I Traz, Lokolore, Evolution, Rio Bravo, Crazy Wagon, West River, Trakitanas, Simulakron, Giranda di Musik e Dispenkito.

Mesmo autorizado a voltar a funcionar, o Hopi Hari tem trinta dias para contratar uma empresa de consultoria que fará o diagnóstico dos sistemas de qualidade, segurança, riscos e saúde do parque. Em seguida, terá de cumprir as recomendações apontadas por essa empresa para, ao final do processo, apresentar um Certificado de Qualidade do Sistema de Gestão.

O parque terá que substituir todos os avisos dirigidos aos técnicos de manutenção e operação que estejam em língua estrangeira. No prazo de 12 meses, os manuais das atrações deverão ser traduzidos para o português. Até maio, o parque precisará apresentar um plano de resgate para cada atração e realizar o treinamento dos funcionários envolvidos. Caso o parque descumpra qualquer uma das exigências pagará multa diária de 95 000 reais.

Entenda o caso - A adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, morreu ao cair da atração La Tour Eiffel, no dia 24 de fevereiro. Segundo a polícia, Gabriella despencou de uma altura entre 20 e 30 metros. As investigações apontam que a jovem usou uma cadeira inoperante há dez anos, que deveria estar interditada. A corporação ainda apura as responsabilidades do acidente. O Hopi Hari afirma que as avaliações preliminares apontam que sucessivas falhas humanas podem ter sido a causa da tragédia.

Apesar das evidências apontadas pelo MP, Claudio Guimarães, vice-presidente do Hopi Hari, afirmou em entrevista ao site de VEJA que o parque não tem problemas de segurança. "Não posso acreditar que o Ministério Público disse que temos problemas com segurança", afirmou Guimarães. "O que precisamos realizar em nossos brinquedos são benfeitorias, coisas normais e que são requeridas de tempos em tempos".

Para ele, a morte de Gabriella não abala a credibilidade da marca. "Já recebemos milhões de pessoas nesses anos todos de atividade", ressaltou. "Nunca tivemos nenhuma morte, nenhum problema".

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