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Acidente

Hopi Hari: polícia investiga se falha causou morte de menina

Delegado responsável pelas investigações diz que testemunhas de acidente viram trava de brinquedo abrir; adolescente de 14 anos despencou de uma altura de cerca de 20 metros, sofreu traumatismo craniano e morreu na hora

Marina Pinhoni, de Vinhedo
Visão geral do Hopi Hari. À direita, o brinquedo de onde adolescente caiu

Visão geral do Hopi Hari. À direita, o brinquedo de onde adolescente caiu (Alessandro Shinoda/Folhapress/VEJA)

"O barulho da pancada foi muito forte, fiquei apavorada"

Cátia Carmélia Damaceno, testemunha

A Polícia Civil de Vinhedo, no interior de São Paulo, investiga se a morte de uma adolescente de 14 anos no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, foi causada por uma falha no brinquedo em que ela estava. A menina despencou nesta manhã de uma altura de cerca de 20 metros do brinquedo La Tour Eiffel

Ela sofreu traumatismo craniano seguido de uma parada cardíaca e já chegou morta ao hospital Paulo Sacramento, em Jundiaí. O corpo será levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí. Em nota, o Hopir Hari disse lamentar o ocorrido e informou que está prestando assistência à família da vítima e apoiando os órgãos de investigação. O brinquedo permanecerá interditado, mas o parque, que fechou após o acidente, abrirá as portas neste fim de semana segundo a assessoria de imprensa.

No início da tade, o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, que investiga a morte, esteve no parque. "Conversei com as testemunhas e, pelo que consta, existe realmente a possibilidade do sistema da cadeira ter falhado e a trava ter aberto. As duas testemunhas disseram que viram o corpo da jovem se projetando no meio do processo de frenagem e a trava sendo aberta, mas o que realmente aconteceu ainda será apurado", disse o delegado, que solicitou à direção do Hopi Hari imagens do circuito interno do parque.

Outras pessoas que estavam no local disseram, mais cedo, que ela poderia ter escorregado sem que a trava estivesse aberta. A perícia vai apontar a causa do acidente. "Eu acho que seria muito difícil o corpo escorregar por baixo ou por cima. Eu acho praticamente impossível ela ter escorregado mesmo se fosse muito magra", afirmou.

Rochelle Costi/Folhapress

O brinquedo La Tour Eiffel, do Hopi Hari, em Vinhedo, onde aconteceu acidente que resultou na morte de uma adolescente de 14 anos nesta sexta-feira

 O brinquedo La Tour Eiffel visto de perto 

Depoimentos - A polícia ouviu quatro testemunhas nesta sexta-feira. Três delas disseram ter visto a trava do brinquedo abrir. Já os responsáveis pelo parque e funcionários prestarão depoimento na segunda-feira. Segundo ele, o funcionário que operava o brinquedo está em estado de choque. 

A primeira a depor foi a auxiliar de escritório Cátia Carmélia Damaceno, de 30 anos. Ela testava com o marido, Cristiano Damaceno, os dois filhos, uma menina de 10 anos e um menino de 4 anos, e a sogra. "Eu tinha acabado de passar pela catraca quando o brinquedo subiu e olhei para cima. No momento da freada, a trava abriu e a vi caindo. Somente a cadeira dela estava com a trava levantada", disse aos jornalistas, após falar com o delegado.

"O barulho da pancada foi muito forte, fiquei apavorada".

Os peritos recolheram fragmentos de ossos no local. Ao que tudo indica, informou Santucci, a manutenção do parque estava em dia. Peritos e técnicos do parque fizeram testes no brinquedo em que a menina estava e a trava não abriu. O equipamento foi interditado.

O brinquedo - La Tour Eiffel, uma réplica da famosa torre de Paris, é uma das principais atrações do Hopi Hari. Consiste em um elevador de 69,5 m de altura, o equivalente a um prédio de 23 andares. Sentados e presos em um conjunto de quatro cadeiras, os usuários sobem a torre e despencam em queda livre por três segundos, a uma velocidade de 94 quilômetros por hora.

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