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Tropas das Forças Armadas ocuparam, na manhã deste sábado, pontos estratégicos do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os primeiros veículos blindados carregando os 2.500 agentes do Exército e da Marinha que participam da operação entraram no conjunto de quinze favelas por volta das 5h. As Forças Armadas vão substituir os policiais militares do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que ocuparam o complexo no último domingo.

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As Forças Armadas devem permanecer na região até 31 de julho, segundo previsto no decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) assinado pela presidente Dilma Rousseff - a partir de uma solicitação do ex-governador Sérgio Cabral. Serão 2.050 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e 450 fuzileiros navais da Marinha. Eles darão apoio à ação 200 policiais militares do Rio, totalizando 2.700 homens na ocupação, batizada de "Operação São Francisco".

O número de militares envolvidos na operação na Maré é 40% maior do que o utilizado na Força de Pacificação dos complexos do Alemão e da Penha, entre 2010 e 2012. Naquela ocasião, a tropa tinha cerca de 1.800 militares (apenas do Exército). "A Maré tem área e população maiores que os complexos do Alemão e da Penha. Além disso, atuam na Maré três organizações criminosas", explicou o general de Brigada Ronaldo Lundgren, chefe do Centro de Operações do Comando Militar do Leste (CML). O conjunto de favelas, onde vivem cerca de 130 mil pessoas, está sendo preparado para receber a 39ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

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