Fernando Haddad é eleito o 61º prefeito de São Paulo

Petista derrotou José Serra (PSDB) no 2º turno e sucederá Gilberto Kassab

Por: Carolina Freitas e Cida Alves - Atualizado em

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O petista Fernando Haddad, de 49 anos, foi eleito neste domingo o 61º prefeito de São Paulo e vai assumir em 1º de janeiro no lugar de Gilberto Kassab (PSD). O candidato do PT conquistou 56% dos 6.603.928 votos válidos, contra 44% do concorrente José Serra (PSDB). As eleições deste ano na capital foram marcadas por reviravoltas. Haddad largou na disputa em julho com 3% das intenções de voto. No primeiro turno, o petista sempre esteve atrás nas pesquisas de Celso Russomanno (PRB) e Serra. Russomanno liderou de agosto até a penúltima semana antes da votação, quando entrou em empate técnico com Serra e Haddad. Nas urnas, acabou de fora do segundo turno.

O petista conquistou a vaga ao lado de Serra tirando votos do candidato do PRB com duras críticas à proposta de Russsomanno. A vitória deste domingo foi consolidada com o apoio de padrinhos como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e boa parte do time de ministros.

Já no segundo turno Haddad saiu na frente desde a primeira pesquisa com quase dez pontos de diferença - distância mantida durante todo este final de campanha. Apesar dos altos e baixos, o segundo turno marcou um retorno da política paulistana à tradicional polarização entre PT e PSDB. O cenário determinou o tom agressivo da campanha dos dois candidatos. Serra evocou contra o petista uma guerra ética, com referências constantes à condenação de integrantes do PT no Supremo Tribunal Federal durante o julgamento do mensalão.

Haddad vence a eleição em um cenário de rejeição à gestão de Gilberto Kassab e ao nome de José Serra - que teve de encarar o temor dos eleitores de que ele abandonasse novamente o cargo de prefeito como fez em 2006 para concorrer ao governo do estado.

José Serra - Após a derrota para a presidente Dilma Rousseff, na última eleição, Serra tentou pavimentar um caminho para viabilizar seu nome para 2014. Mas foi apanhado pelos fatos: a popularidade de Dilma explodiu; o grupo serrista perdeu espaço no comando do PSDB para tucanos ligados ao senador Aécio Neves; e, por fim, o aliado de todas as horas de Serra, o prefeito Gilberto Kassab começou a flertar com o PT.

No início do ano, Kassab reuniu-se com o ex-presidente Lula e com Dilma e deixou claro que estava disposto a apoiar Haddad caso Serra não saísse candidato a prefeito. Chegou a participar da festa de aniversário do PT, em fevereiro, e, mesmo vaiado por militantes, sentou ao lado das autoridades e não perdeu a fleuma.

Alarmados com a possibilidade de perder a prefeitura e colocar em risco a reeleição de Geraldo Alckmin ao governo do estado daqui a dois anos, os tucanos pressionaram Serra a sair candidato a prefeito. E ele cedeu.

Até então, José Serra nem podia ouvir falar de colocar seu nome para a prefeitura. Reagia com rispidez diante de aliados que aventavam a possibilidade. Acabou, no entanto, em uma sinuca de bico. Apesar de ter largado na frente dos concorrentes, ele sempre soube que seria uma campanha difícil. E foi.

Prefeitos eleitos nas capitais

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