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Ministro defende novo tributo para a Saúde

Em entrevista ao jornal 'O Estado de S. Paulo', ministro diz que não há perspectivas de novos recursos e que o Congresso Nacional deveria rediscutir uma contribuição para financiar o SUS

- Atualizado em

O ministro da Saúde, Arthur Chioro (PT), reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff no segundo mandato
O ministro da Saúde, Arthur Chioro (PT), reconduzido ao cargo pela presidente Dilma Rousseff no segundo mandato(Elza Fiuza/Agência Brasil/VEJA)

(Atualizado às 12h50)

Diante da perspectiva de um ano difícil, com reajuste ínfimo do orçamento de sua pasta e sem a promessa de dinheiro novo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro (PT), defende a discussão sobre a criação de uma nova contribuição para financiar o setor, antigo plano de petistas no governo federal. "Esse é um debate que a sociedade brasileira e o Congresso Nacional têm de fazer. Todos os países do mundo estão se deparando com esse desafio. Até para garantir sustentabilidade econômica e financeira do sistema, a médio e longo prazo. Hoje, o grande desafio que a gente tem não é apenas dizer para a sociedade que ela tem de pagar mais ou contribuir mais. Temos de dar garantia para a sociedade que estamos gastando da melhor forma possível, mais eficiente, mais transparente", afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

"O debate é sobre a sustentabilidade do sistema de saúde. Cada vez custa mais um serviço universal e integral. Fora disso é barbárie. É jogar as pessoas à lógica de mercado", disse.

No mês passado, governadores do Nordeste iniciaram um movimento para resgatar a antiga Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque, derrubada pelo Congresso Nacional em 2007, numa histórica derrota do governo Lula.

Ex-secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (SP), Chioro foi mantido pela presidente Dilma Rousseff à frente do ministério no segundo mandato. O ministro afirma ser contrário a planos de saúde com mensalidades baixas e defende mudanças nas agências reguladoras. "Existe uma lógica de mercado. Existe um custo. O que não dá é as pessoas quererem ter o plano de saúde e não pagar o valor real. É o famoso 'finjo que estou te cobrando e você finge que está pagando'. No final das contas, fica um jogo entre um que não quer que use e outro que quer usar."

Chioro também afirmou na entrevista que uma das prioridades do ministério será a expansão do programa Mais Médicos, um exemplo de demagogia do governo Dilma em estado puro, para cidades que não participaram da fase inicial.

Mapa mostra onde estão os médicos cubanos no Brasil

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