Brasil
Funcionalismo
Executivo concentra 79% dos empregados do setor público, diz Ipea
Um estudo divulgado nesta terça-feira aponta que, em 2007, os funcionários públicos no Brasil representavam algo em torno 10 milhões de pessoas, ou 11% do total de pessoas ocupadas no mercado de trabalho. Desse total, 79% faziam parte do Poder Executivo. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), responsável pelo estudo, na época, quase 8 milhões de funcionários públicos do Executivo estavam distribuídos entre os cargos federais, estaduais e municipais. Os demais estavam distribuídos entre estatais (8,4%), administração indireta (8%), Judiciário (2,7%) e Legislativo (1,7%).
A pesquisa destaca ainda que na época, 41% dos funcionários públicos do país ocupavam cargos nos estados da região Sudeste. Em seguida aparecem o Nordeste (26,5%), Sul (14,6%), Centro-Oeste (9,1%) e Norte (8,6%). Já em quantidade de funcionários públicos por habitantes, o líder do ranking é a região Centro-Oeste. O motivo, segundo o Ipea, é a presença da capital federal. Nordeste (5,15%) e Sudeste (5,17%) ocupam a segunda e a terceira colocações, respectivamente.
Segundo o relatório, o crescimento no número de funcionários públicos está atrelado principlamente ao fato de a economia brasileira ter se fortalecido na última década.
"No Brasil, como também ocorreu nos países desenvolvidos, o emprego público geralmente cresce com o desenvolvimento econômico, pois este cria a necessidade de aumento dos serviços públicos, notadamente nas áreas de infraestrutura e de educação e saúde. Também a urbanização e a democratização geram demanda por serviços públicos que, por sua vez, tendem a promover o aumento do emprego público", destaca o relatório do Ipea.
Saúde - De acordo com o mesmo levantamento, que mapeou a presença do Estado nos municípios brasileiros, a população de 1.867 cidades não conta com estabelecimentos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de urgência. A região Sudeste concentra a maioria dessas cidades (31,7%). Em seguida, vêm o Nordeste (29%), o Sul (24,2%), o Centro-Oeste (9,2%) e o Norte (5,9%). Segundo a pesquisa, até abril deste ano, 1.875 municípios não contavam com unidades públicas de internação
A boa notícias é que praticamente todos os municípios do país possuem pelo menos uma unidade ambulatorial do SUS. A exceção ficou por conta das localidades de Paraíso (SP) e Mimoso de Goiás (GO), únicas cidades no país onde não há qualquer unidade do SUS para atender a população.
Assistência Social - O levantamento do Ipea analisou também quais as regiões do país foram as mais beneficiadas por programas sociais como o Bolsa-Família. Em 2008, foi o Nordeste que apresentou o maior número: 5,4 milhões de famílias receberam um total de 5,6 bilhões de reais em recursos do governo - mais da metade do montante total, que chega a 10,6 bilhões de reais.
Bancos públicos - Os bancos públicos federais - Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) - somavam 6.663 agências em 2008 para atender todo o país. A região com menos abrangência era a Norte, que contabilizava 334 agências. No extremo oposto, a região Sudeste contabilizava 2.691 agências espalhadas por seu território. Segundo o levantamento, 2.968 municípios brasileiros não contavam com agências de bancos públicos em 2008.








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