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Investigado, chefe de gabinete do Trabalho é exonerado

Ministério afirmou que o pedetista Rodrigo Minotto pediu demissão para se candidatar a deputado estadual neste ano; ele está envolvido em uma investigação que apura irregularidades em convênios firmados pela pasta

- Atualizado em

Manoel Dias, ministro do Trabalho
Atual ministro do Trabalho, Manoel Dias(Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr/VEJA)

O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), exonerou do cargo o seu chefe de gabinete, o também pedetista Rodrigo Minotto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. Para o seu lugar, Dias nomeou o secretário adjunto do PDT, André Roberto Menegotto.

Em nota, o ministério afirmou que Minotto pediu demissão para concorrer às eleições de 2014 como deputado estadual em Santa Catarina. No entanto, o nome dele aparece em uma investigação do Ministério Público Federal que apura supostas fraudes em um convênio firmado entre uma ONG catarinense e a pasta. Segundo auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), o irmão do ex-chefe de gabinete, Roger Minotto, também filiado ao PDT, intermediou o repasse das verbas à entidade. O CGU informou que não há provas de que os serviços foram prestados.

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O caso foi revelado por um ex-dirigente do PDT, John Siever Dias. Ele disse ter recebido salário da ONG para realizar serviços partidários. Segundo Dias, o esquema foi montado pelo atual ministro.

Relatórios do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC) também apontam dano ao erário e favorecimento de três ONGs, uma delas ligada ao PDT, em convênios de 2,1 milhões de reais firmados pelo Estado de Santa Catarina, entre 2007 e 2010. As parcerias foram bancadas com recursos do Trabalho, com a participação de Minotto e a mulher de Manoel Dias, Dalva Maria de Luca Dias. Na época, ela era secretária estadual de Assistência Social, e Minotto, coordenador do Sistema Nacional do Emprego (Sine) no Estado. Os dois negam as irregularidades.

Segundo o CGU, houve aprovação de despesas "sem caráter público, ilegítimas e genéricas". No fim do ano passado, a corte enviou o caso para apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) por se tratar de verbas federais.

Propina - O Ministério do Trabalho está envolvido em outro caso de suposta irregularidade referente ao recebimento de propina para a criação de um sindicato. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a empresária do ramo de transportes Ana Cristina Aquino afirmou que pagou 200 mil reais ao ex-ministro Carlos Lupi como suborno para a formação do Sincepe (Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco). Exonerado da pasta sob suspeita de irregularidades em 2011, Lupi negou as acusações.

(Com Estadão Conteúdo)

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