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Hopi Hari

Em nota, Hopi Hari informa que vai abrir domingo

A direção do parque, que esteve 20 dias fechado para inspeção, garantiu que o acordo com o Ministério Público foi cumprido

Renato Jakitas
Cadeira onde estaria sentada Gabriella Yukari Nichimura, morta ao cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo

Cadeira onde estaria sentada Gabriella Yukari Nichimura, morta ao cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo (Divulgação/Ademar Gomes Advogados )

Depois de o parque passar vinte dias fechado, a direção do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, afirmou que vai abrir os portões ao público a partir deste domingo. Em nota, os gestores informam que o “Termo de Ajustamento de Contas (TAC) firmado com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi cumprido”. O acordo foi assinado no início de março para que uma força-tarefa formada por técnicos e peritos de diferentes instituições vistoriassem os brinquedos do parque. No dia 24 de fevereiro, Gabriella Yukari Nichimura, de 14 anos, morreu ao despencar da atração La Tour Eiffel, caindo de uma altura de aproximadamente 30 metros.

“Nos últimos 20 dias, atrações do Hopi Hari e seus procedimentos de operação passaram por rigorosas avaliações técnicas”, garantiu a direção do parque, em nota. “Desde o dia 24 de fevereiro, todos os esforços do parque estão concentrados em cooperar com as autoridades competentes para a apuração da verdade a respeito do acidente com Gabriela Nichimura”.

Procurado pelo site de VEJA, o MP-SP não confirmou a informação. No início da tarde, a versão era que a promotora dos Direitos do Consumidor Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira havia proposto um novo TAC. Nele, a promotoria sugeria que o parque pudesse abrir as portas a partir desta sexta-feira, no entanto deveria manter parte das atrações temporariamente desligadas.

Depoimentos - Segundo depoimentos colhidos junto aos funcionários do parque, a adolescente de 14 anos se sentou numa cadeira do brinquedo que estava desativada havia anos. O fato não passou despercebido pelos operadores que atuavam diretamente na atração. Ao delegado Santucci, eles afirmaram ter reportado o problema a um superior, que autorizou o funcionamento da atração.

Um dos operadores disse ao delegado que não se sentia seguro ao operar o brinquedo. Ele admitiu que, no dia do acidente, estava havia apenas 20 dias trabalhando no La Tour Eiffel e considerou o treinamento oferecido pelo parque deficitário.

Negociações - No início do mês, o advogado Alberto Zacharias Toron, que representa o parque, disse que o Hopi Hari estudava a possibilidade de realizar um acordo com a família da vítima. A iniciativa surgiu após o advogado da família Nichimura, Ademar Gomes, informar que pediria indenização de 2 milhões de reais por danos morais e materiais. A defesa também anunciou que pediria 1 milhão de reais à prefeitura de Vinhedo.

"Os advogados estão conversando sobre isso", disse Toron. Ademar Gomes destacou que ainda não entrou com o processo e que está disposto a negociar com os representantes legais do Hopi Hari. "Não entrei com o processo porque estou esperando o fim do inquérito. Ninguém do parque nos procurou até agora, mas não somos irredutíveis e estamos dispostos a negociar", afirmou.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o advogado Ademar Gomes informou que a família de Gabriella Nichimura não é contra a reabertura do parque, desde que a perícia nos brinquedos seja concluída e que seja comprovado que não há riscos de novos acidentes. 

Leia a integra do comunicado divulgado pelo Hopi Hari:

Hopi Hari informa que abrirá ao público no próximo domingo, dia 25 de março, das 11h às 19h. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público de São Paulo em 1º de março de 2012, foi cumprido.

Desde o dia 24 de fevereiro, todos os esforços do parque estão concentrados em cooperar com as autoridades competentes para a apuração da verdade a respeito do acidente com Gabriela Nichimura. Avaliações preliminares apontam que sucessivas falhas humanas podem ter sido a causa da tragédia. Hopi Hari cumprirá com suas responsabilidades perante a família, a Justiça e as autoridades técnicas.

Nos últimos 20 dias, atrações de Hopi Hari e seus procedimentos de operação passaram por rigorosas avaliações técnicas feitas pelo Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, CREA - SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo), IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Corpo de Bombeiros e TÜV SÜD Industrie Service, empresa alemã que audita os maiores parques do mundo.

Há 12 anos Hopi Hari cumpre sua missão de proporcionar alegria e diversão a seus visitantes. Mais de 20 milhões de pessoas já honraram o parque com sua presença. Nossa história é construída pela diversão segura de nossos visitantes, pela excelência dos nossos padrões de operação e pelo empenho de nossos colaboradores. É uma história da qual temos paixão e orgulho.

A nova área temática de Looney Tunes e a inauguração, nos próximos meses, da região da Liga da Justiça e da maior montanha russa do mundo em número de inversões reafirmam a posição de Hopi Hari como o maior parque temático da América Latina e o maior centro de entretenimento no Brasil.

O Hopi Hari é também a única companhia no setor de parques no Brasil regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A companhia publica regularmente suas informações financeiras, que são auditadas pela PwC - PricewaterhouseCoopers, assegurando a transparência de suas operações.

Estamos esperando você. Fale conosco pelo email fale@hopihari.com.br, 0300 789 5566 (custo de ligação local), facebook (www.facebook.com.br/hopihari), twitter (@hopihari).

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