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Delatora diz que recebeu R$ 6,1 mi ilegalmente da campanha de Dilma

Segundo o jornal 'Folha de S. Paulo', sócia da agência Pepper confirmou que simulou contratos com a Andrade Gutierrez para receber por serviços à campanha da presidente

- Atualizado em

Presidente Dilma Rousseff comparece em reunião com juristas contra o impeachment, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (22)
Presidente Dilma Rousseff comparece em reunião com juristas contra o impeachment, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (22)(Evaristo Sa/AFP)

Em depoimento prestado no âmbito de seu acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e o STJ, a publicitária Danielle Fonteles, sócia da Agência Pepper, admitiu ter recebido 6,1 milhões de reais ilegalmente da empreiteira Andrade Gutierrez por serviços prestados à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A revelação de Danielle, uma das investigadas na Operação Acrônimo, confirma o trecho da delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, em que ele relata pagamentos ilegais de 6 milhões de reais à agência de publicidade por meio de contratos simulados.

De acordo com o jornal, Danielle também corroborou depoimentos de outros executivos da empreiteira ao apontar a influência do governador mineiro Fernando Pimentel (PT) no fechamento dos contratos fictícios com a Andrade Gutierrez. Ainda segundo a Folha, a publicitária relatou ter usado dinheiro da empreiteira para bancar despesas de campanha da presidente em 2010, como pagamentos a funcionários do comitê eleitoral.

Danielle também admitiu o recebimento de 717.000 reais da construtora OAS em 2014 por serviços prestados à campanha que elegeu Rui Costa (PT) ao governo da Bahia.

Uma agência petista - A Pepper Interativa é uma agência de comunicação que presta serviços ao PT. Em 2010, desempenhou papel decisivo na campanha de Dilma à presidência, quando fez de tudo um pouco: da produção de conteúdo e organização da militância nas redes sociais ao pagamento, com dinheiro vivo, do aluguel do imóvel de luxo que servia de bunker para a coordenação petista. De coadjuvante, a Pepper passou a protagonista, tornando-se uma ferramenta imprescindível para a solução de vários problemas. Vitorioso na eleição, o PT retribuiu a ajuda recebida e garantiu à agência contratos milionários custeados com recursos públicos.

(Da redação)

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