15/06/2009 - 17:47
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Eleições 2010

Quem são as 'estrelas' políticas da rede

O governador de São Paulo, José Serra, foi o primeiro dos possíveis candidatos ao Palácio do Planalto a aderir ao Twitter - a rede de pequenas mensagens, cujos textos não podem exceder 140 caracteres. O perfil foi criado em 18 de maio e já tem mais de 8.000 seguidores. Segundo previsões do Twittercounter, ferramenta que estabelece o ranking dos perfis mais lidos no Twitter, Serra deverá ultrapassar os 38.000 seguidores em 30 dias.

Devido ao sucesso, o governador tem postado comentários quase todos os dias e respondido a alguns dos seus seguidores - a reportagem de VEJA.com até tentou, mas não conseguiu. Entre as mensagens de Serra, estão seus feitos políticos, como a implantação dos medicamentos genéricos (quando ela era ministro da Saúde), e comentários sobre futebol e até música. "Depois de Beatles e Rufus, vou ouvir tangos. Trouxe de Buenos Aires a grande trilogia: Volver, Por Una Cabeza e El Día Que Me Quieras", escreveu em um dos seus posts.

Ele não é o único a expor seus hábitos culturais. "Estou lendo Leite Derramado. Uma análise crítica da história da elite brasileira, bem ao estilo do grande poeta Chico Buarque", escreveu em seu Twitter o senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Entusiasmado com a possibilidade de interação que as redes sociais têm proporcionado, o senador repaginou no início do mês o seu portal, que também dá acesso ao Facebook, YouTube, flickr e Orkut. Questionado sobre a possibilidade de o contato com o eleitor ser confundido com campanha eleitoral antecipada, o senador é enfático. "Eu tive 10 milhões de eleitores: são quase 150 estádios do Morumbi lotados. Como vou me comunicar com tanta gente? A internet me dá essa possibilidade", complementa.


Direita e esquerda -
O senador José Agripino (DEM-RN) também é um recém-chegado ao palanque virtual. Ele abriu seu microblog no Twitter no dia 11 de maio. No dia 28, anunciava um vídeo no YouTube onde apresenta o seu novo portal, que dá acesso ao Facebook e ao Orkut. "Sempre que eu puder vou gravar mensagens de respostas a preocupações ou de participação em debates que o momento político exija. Não é fake", diz, em mensagem para os usuários do Orkut.

A ex-candidata à prefeitura de São Paulo Soninha Francine (PPS) é outra figura política que aderiu ao palanque virtual, presente desde dezembro no Twitter. Atual subprefeita da adminitração regional da Lapa, zona oeste da capital, ela arregimenta 10.125 seguidores e está na posição de número 71 no ranking dos cem mais seguidos do Brasil. Ela utiliza o espaço para falar de reuniões de trabalho, impressões sobre a cidade, eventos e também comenta sugestões de seus seguidores. A exemplo de Serra, não respondeu as perguntas de VEJA.com via Twitter.

Assim como em um palanque, a internet também tem servido para dar voz às trocas de farpas virtuais. Após declarações do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que chamou a bancada parlamentar ruralista de "vigaristas", o deputado Ronaldo Caiado (DEM) respondeu no Twitter: "O ministro Minc não tem estatura para mencionar o setor rural. Ele é acostumado a falar assim com o narcotráfico do Rio, no Borel e Rocinha."

Pioneiros - O primeiro político brasileiro a ter uma página na internet foi o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), em 1994. Mas foi o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia quem se notabilizou por usar a rede para palpitar sobre política. Para ele, o interesse dos políticos brasileiros pelas redes sociais está atrasado. Assim mesmo, ele defende que a internet "é um instrumento fundamental de comunicação e de democracia direta eletrônica". Atualmente, além do site, o ex-prefeito administra perfis no Orkut, YouTube, flickr e Twitter - que ele utiliza para "fiscalizar" a atual gestão, do adversário Eduardo Paes (PMDB).

(Luiz De França)

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