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Educação, primeiro tema em debate no seminário
VEJA reúne especialistas e autoridades nesta terça-feira, em São Paulo, para discutir as mudanças que o país tem de buscar nos próximos anos. O seminário "O Brasil que queremos ser" marca os 40 anos do lançamento da maior revista brasileira. O painel de abertura do evento ¿ Educação com qualidade: os caminhos da produtividade e da prosperidade ¿ iniciou os encontros do dia. Um dos principais pontos do debate sobre foi como tratar a educação no país. Os debatedores chegaram a um consenso em afirmar que a questão é cultural. O mediador do debate, Gustavo Ioschpe, abriu o painel com uma importante questão: Por que o Brasil não consegue seguir os exemplos de outros países, por que não consegue alfabetizar suas crianças?
Para o economista José Alexandre Scheikman, o Brasil não deu a importância necessária à educação. "Não e difícil copiar os outros países. No momento em que decidimos fazê-lo, vamos fazer", disse. Já o ministro da Educação, Fernando Haddad, lembrou que, pela primeira vez, o país conseguiu a adesão dos governadores e prefeitos de todo o Brasil em termos de diretrizes e metas de qualidades. "Cada escola pública tem hoje sua meta, e o Brasil tem sua meta de atingir os países desenvolvidos até 2022", afirmou.
Para a secretária estadual de educação de São Paulo, Marie Helena Guimarães, os professores brasileiros não aprendem os conteúdos dos cursos. O modelo de educação dos professores é um grande problema. Os currículos devem ser mais bem organizados.
Após uma discussão sobre a méritocracia, o ministro Haddad disse que a educação deve ser incorporada como um valor, assim como a democracia. "Não há democracia sem educação", afirmou. Após o encerramento, ficou claro, como lembrou William Waack, que o tipo de mudança que o país deseja, não só na educação, acontecerá apenas se a classe política se mobilizar para solucionar os problemas brasileiros.
O seminário - Em seguida, serão discutidos os temas Economia ¿ o novo papel do Brasil no mundo; O papel da imprensa: o fortalecimento das instituições políticas; e Democracia, raça e pobreza ¿ inclusão social, acomodação das classes emergentes e formação de uma nova classe média. Para encerrar, a discussão Megacidades ¿ quais os desafios e como fugir dos erros do passado? Falarão sobre o tema o arquiteto e urbanista Jaime Lerner e os urbanistas Raquel Rolnik e Jonas Rabinovitch. Os debates serão mediados por jornalistas e colaboradores de VEJA, como Reinaldo Azevedo, além do diretor de redação da revista, Eurípedes Alcântara.
Alguns dos participantes e personalidades brasileiras já opinaram a respeito dos temas na página do evento na internet. "O Brasil que eu gostaria de ter é um Brasil no qual tanto a sociedade, aqui entendida como comportamentos, costumes, hábitos e valores; quanto o estado (os aparatos de gerenciamento coletivo) e os governos (as pessoas e partidos encarregados de administrar temporariamente essa máquina); tenham como alvo a igualdade de todos perante a lei, os contextos e as outras pessoas. Que a igualdade como valor possa ser o centro de uma sociedade brasileira onde o outro, o estranho, o pobre, o anônimo, seja visto não como um inferior ou um superior, mas como um igual e um companheiro de vida nas cidades e nos campos", escreveu o colunista de VEJA Roberto DaMatta.








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