Mais Lidas

  1. Gleisi diz que prisão de Paulo Bernardo é 'tortura da era moderna'

    Brasil

    Gleisi diz que prisão de Paulo Bernardo é 'tortura da era moderna'

  2. 'Game of Thrones': final da 6ª temporada é recheado de mortes e confirma teoria dos fãs

    Entretenimento

    'Game of Thrones': final da 6ª temporada é recheado de mortes e...

  3. Dilma agiu na liberação de créditos, mas não em pedaladas, aponta perícia

    Brasil

    Dilma agiu na liberação de créditos, mas não em pedaladas, aponta...

  4. Com crise financeira no RJ, Dornelles diz que Jogos podem ser 'grande fracasso'

    Brasil

    Com crise financeira no RJ, Dornelles diz que Jogos podem ser...

  5. Silvio Santos dá cantada e agarra 'colega de auditório'

    Entretenimento

    Silvio Santos dá cantada e agarra 'colega de auditório'

  6. Brexit faz Reino Unido perder nota máxima na S&P após meio século

    Economia

    Brexit faz Reino Unido perder nota máxima na S&P após meio século

  7. Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

    Mundo

    Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

  8. Após foto em velório, Ana Paula Valadão diz que vai deixar redes sociais

    Entretenimento

    Após foto em velório, Ana Paula Valadão diz que vai deixar redes...

Dinheiro público banca 60% de obras de estádios da Copa

Em Salvador, governo sustenta 80% dos custos da reconstrução da Fonte Nova

- Atualizado em

Dentre as obras dos estádios da Copa-2014 levantadas com as PPPs (parcerias público-privadas), mais de 60% estão sendo bancadas pelo dinheiro público. Em Salvador, por exemplo - o caso mais grave -, o governo chegou a se comprometer com 80% dos custos da reconstrução do estádio da Fonte Nova. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Para o grupo do Ministério Público Federal que acompanha a preparação do evento, esses altos investimentos desvirtuam o modelo das PPPs - em que o setor privado financiaria e executaria determinada obra ou serviço em troca do direito de concessão -, já que os governos estão se endividando para financiar as obras. O correto seria que o empreendedor privado buscasse o empréstimo no mercado, oferecendo garantias corporativas em troca do dinheiro.

Ainda que capazes de financiar suas arenas por si próprios, os estados que optaram pela PPP estão desobrigados de fazer licitações - o que significa agilidade, mas dificulta a fiscalização dos recursos. Os procuradores recomendam que os contratos sejam ajustados a fim de minimizar os riscos às sedes do Mundial.

Empréstimos - Mesmo tendo optado pela PPP, os governos da Bahia, do Ceará e de Pernambuco receberam um financiamento total de 1 bilhão de reais do BNDES para erguer arenas que vão custar, juntas, 1,76 bilhão de reais. Nos três casos, a verba pública ultrapassaria 60% do orçamento dos estádios. O banco de fomento da União ainda analisa pedidos para as arenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte.

Com o objetivo de repassar o dinheiro às parceiras privadas, Bahia e Ceará contraíram empréstimos, enquanto Pernambuco vai usar a maior parte da verba para ressarcir o que foi investido. Responsáveis pela Copa-2014 nos três estados, porém, dizem cumprir a legislação com rigor. Os governos informam que o modelo de parceria (público-privada) foi aprovado pelo BNDES, que criou um financiamento específico para o Mundial no Brasil.

TAGs:
Copa do Mundo
Brasil