Mais Lidas

  1. Janaina Paschoal: rotina de isolamento pós-impeachment

    Brasil

    Janaina Paschoal: rotina de isolamento pós-impeachment

  2. "Quando encontrar meu corpo, avise meu marido e minha filha"

    Mundo

    "Quando encontrar meu corpo, avise meu marido e minha filha"

  3. Em gravação, ministro da Transparência faz crítica à Lava Jato e dá conselho a Renan

    Brasil

    Em gravação, ministro da Transparência faz crítica à Lava Jato e dá...

  4. Família de jovem vítima de estupro coletivo no Rio dispensa advogada

    Brasil

    Família de jovem vítima de estupro coletivo no Rio dispensa advogada

  5. Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

    Entretenimento

    Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

  6. Gorila é morto após menino cair em jaula de zoológico nos EUA

    Mundo

    Gorila é morto após menino cair em jaula de zoológico nos EUA

  7. Ana Hickmann S/A: um sucesso construído a dois

    Entretenimento

    Ana Hickmann S/A: um sucesso construído a dois

  8. Vítima de estupro coletivo no Rio critica delegado: 'Tentaram me incriminar'

    Brasil

    Vítima de estupro coletivo no Rio critica delegado: 'Tentaram me...

Dilma vota e diz que campanha viveu 'momentos lamentáveis'

Presidente fez balanço da corrida eleitoral e afirmou que, apesar do baixo nível, houve espaço para 'debate sadio'. Ela já seguiu para Brasília

Por: Jean-Philip Struck, de Porto Alegre - Atualizado em

A presidente Dilma Rousseff toma chimarrão depois da votação do segundo turno, na manhã deste domingo (26), em Porto Alegre
A presidente Dilma Rousseff toma chimarrão depois da votação do segundo turno, na manhã deste domingo (26), em Porto Alegre(Paulo Whitaker/Reuters)

A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) votou neste domingo às 8h45 na Escola Estadual Santos Dumont, na Zona Sul de Porto Alegre. Pouco antes, fez um balanço da campanha eleitoral - e disse que a corrida teve momentos "lamentáveis". Ainda assim, a presidente acredita que houve oportunidade para o "debate sadio".

Depois de fazer campanha na ofensiva e ultrapassar limites em ataques a adversários, a presidente afirmou: "Foi uma campanha diferente. Tivemos uma morte, reviravoltas. Teve momentos em que o nível não foi muito alto, mas eu não diria que o baixo nível prevaleceu. Eu acho que teve momentos lamentáveis. Eu acredito que isso foi rejeitado pela população. Acho que a campanha teve oportunidades de confrontar opiniões e fazer um debate sadio". Dilma também convocou a população a comparecer às urnas. "É nesse exercício do voto que as pessoas podem externar suas opiniões."

Leia também:

A Dilma que Lula queria

Ao votar, Dilma estava acompanhada do governador gaúcho Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição e vota na mesma seção eleitoral. Também acompanharam a presidente a candidata a vice de Tarso, Abgail Pereira (PCdoB), e o candidato derrotado ao Senado Olívio Dutra (PT). Ao todo, a presidente passou cerca de 15 minutos na escola.

Na saída do local, Dilma foi saudada por eleitores petistas que agitaram bandeiras. Dilma viajou para a capital gaúcha no sábado, onde participou do seu último evento de campanha: uma carreata pelo centro de Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar (PM gaúcha), cerca de 8.000 pessoas compareceram ao evento. Pouco antes, a presidente falou com a imprensa e disse que sua candidatura é alvo de um "processo golpístico". O discurso de Dilma reflete a tática petista para tentar desqualificar as informações reveladas por VEJA em sua mais recente edição. Em reportagem de capa, VEJA revela que o doleiro Alberto Youssef, um dos pivôs de um megaesquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a políticos e partidos desvendado pela Operação Lava Jato, afirmou em delação premiada à Polícia Federal que Dilma e Lula tinham conhecimento do assalto aos cofres da Petrobras.

Na manhã deste domingo, Dilma seguiu praticamente o mesmo roteiro do primeiro turno. Pouco antes de votar, ela tomou café da manhã com Tarso e correligionários em um hotel do centro de Porto Alegre e depois seguiu para a sua seção eleitoral.

Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado, o apoio de Dilma a Tarso não deve surtir efeito. O governador petista deve ser derrotado pelo candidato José Ivo Sartori (PMDB). Pelo levantamento, Sartori tem 60% das intenções de votos válidos, contra 40% de Tarso. O resultado deve impor uma das derrotas mais duras para o PT no segundo turno. Sartori deve votar em Caxias do Sul, no norte do Estado, e voltar para Porto Alegre à tarde para acompanhar a apuração.

Na votação para presidente, a situação também não é tão confortável para Dilma no Estado. No primeiro turno, a presidente ficou na liderança, levando 43,21% dos votos. Neste segundo turno, as pesquisas apontam empate técnico com Aécio. Pelo último levantamento, ela aparece com 51% dos votos, contra 49% de Aécio. Ao deixar a escola, Dilma seguiu para o aeroporto de Porto Alegre, de onde partiu para Brasília, onde vai acompanhar a apuração.

TAGs:
Dilma Rousseff
PT
Eleições