Minas Gerais
Delegado que investigou goleiro Bruno vai depor sobre ameaça de morte
Polícia Civil de Minas Gerais investiga acusação de que o ex-policial Bola tenha tramado a morte de Edson Moreira e da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. Traficante Nem, preso em Campo Grande, também deve ser ouvido
O chefe do Departamento de Investigações da polícia mineira, Edson Moreira, mostra a foto do ex-policial Marco Antônio Aparecido dos Santos, acusado de estrangular Eliza Samudio. (FolhaPress)
Um dos principais nome da investigação sobre o sequestro e assassinato de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Minas Gerais, presta depoimento nesta tarde em Belo Horizonte. Moreira será ouvido às 14h30, na Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp), no Bairro Gameleira, na região oeste da capital. A oitiva é parte do inquérito policial aberto pela Polícia Civil para investigar o suposto plano de morte de pessoas envolvidas na investigação e testemunhas do processo sobre a execução da jovem.
O plano para matar o delegado foi atribuído ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o autor da morte de Eliza e de ter ocultado o corpo da vítima, em julho de 2010. Além de Moreira, estariam na lista negra de Bola a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que presidiu as audiências, o deputado estadual Durval Ângelo, e os advogados Ércio Quaresma, ex-defensor do jogador, e José Arteiro, representante da mãe da jovem e que atua como assistente de acusação.
Em maio de 2011, Marixa, da 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Contagem, entrou com uma representação na Corregedoria Geral de Justiça de Minas Gerais sobre a ameaça de morte por parte de Marcos Aparecido dos Santos. Por determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a magistrada, que mandou Bruno, Bola e outros seis envolvidos a júri popular. passou a andar com escolta da Polícia Militar.
O plano de assassinato do delegado, da juíza, do deputado federal e dos dois advogados foi denunciado por Jaílson de Oliveira, ex-colega de cela de Bola na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. Oliveira disse à polícia que Bola contaria com o criminoso Antônio Bonfim Lopes, o Nem, do Rio de Janeiro, para levar seu intento adiante. Marcos Aparecido já morou no Rio, onde fez parte do quadro da Polícia Militar, mas foi expulso da corporação por insubordinação. Em Minas, entrou para a Polícia Civil, mas foi obrigado a deixar a função, também pelo comportamento inadequado
Nem – A Polícia Civil de Minas pretende ouvir também esta semana o traficante Nem, em Mato Grosso do Sul, no presídio federal de Campo Grande. O traficante carioca será questionado sobre uma denúncia de participação do plano de execução contra o grupo. O depoimento do criminoso será por meio de carta precatória pelo delegado Islande Batista, que investiga a denúncia de ameaça. "Estamos conduzidos os trabalhos para que o traficante seja ouvido até o fim da semana", disse Batista.
Bruno, Macarrão e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, primo do jogador, são acusados de sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado (12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Bola responde por homicídio qualificado (12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). Ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro responde por sequestro e cárcere privado. Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher do goleiro, é acusada de sequestro e cárcere privado da criança (1 a 3 anos), crime também atribuído a Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, amigo do jogador, e Elenilson Vitor da Silva, administrador do sítio do atleta.





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