Congresso
CPI ouve aliados de Perillo e Agnelo na semana que vem
Comissão Parlamentar de Inquérito agendou nove depoimentos – seis pessoas são ligadas ao governo de Goiás e três ao do Distrito Federal
Agnelo Queiroz, governador do DF, depõe na CPI do Cachoeira (Wilson Dias/ABr)
O comando da CPI do Cachoeira definiu a agenda de depoimentos da próxima semana: serão ouvidas nove pessoas – seis ligadas ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e três ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).
Na terça-feira, devem comparecer à CPI Lúcio Fiúza (ex-assessor de Perillo que participou da nebulosa venda da casa do tucano), Écio Antônio Ribeiro (dono da empresa que adquiriu, oficialmente, a residência) e Alexandre Milhomem (arquiteto responsável pelo projeto da casa). Há a suspeita de que o valor da transação ultrapassou o 1,4 milhão de reais oficialmente declarados. A CPI também tenta apurar os indÃcios de que Carlinhos Cachoeira participou das negociações do imóvel.
Na quarta-feira, serão ouvidos Jayme Rincón (presidente de um órgão do governo de Goiás que teria atendido interesses da quadrilha), Eliane Pinheiro (ex-chefe de gabinete de Perillo, também suspeita de manter ligações com o bando) e Luiz Carlos Bordoni (jornalista que trabalhou para a campanha do governador e diz ter sido pago pelo grupo de Cachoeira).
No dia seguinte, a CPI se volta para o governo do Distrito Federal com os depoimentos de Cláudio Monteiro (ex-chefe de gabinete do petista), João Carlos Feitoza, o Zunga (ex-subsecretário de Esporte) e Marcello de Oliveira (ex-assessor especial da Casa Militar). Os três são suspeitos de receber propina para facilitar a infiltração da quadrilha no governo do Distrito Federal.
A CPI do Cachoeira está paralisada nesta semana devido à conferência Rio+20 e ao esvaziamento do Congresso em meio às festas juninas. A última reunião do colegiado ocorreu na quinta-feira passada. Ao todo, serão 12 dias sem reuniões.