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CPI quebra sigilo de tesoureiro do PT e convoca afilhado de Dirceu

Deputados e senadores chamaram Renato Duque, preso desde a última sexta-feira, e Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro

Por: Gabriel Castro, de Brasília - Atualizado em

João Vaccari Neto
João Vaccari Neto(Lula Marques/Folhapress/VEJA)

(Atualizado às 17h)

A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos beneficiários da quadrilha instalada na Petrobras. Foram 12 votos favoráveis e 11 contrários.

Os petistas protestaram e pediram a aprovação de um requerimento que quebrava o sigilo dos tesoureiros de todos os partidos que receberam doações das empreiteiras envolvidas - o que, das siglas com bancada no Congresso, livraria apenas o PSOL. Mas o texto não foi colocado em votação.

O sigilo de Vaccari foi quebrado com o apoio de parlamentares de partidos aliados, como Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS).

A CPI também aprovou nesta terça a realização de uma acareação entre Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, ex-diretores da área internacional da Petrobras, e a convocação de Ildo Sauer, ex-diretor de gás e energia da empresa.

Também foi aprovada na comissão a convocação de Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Indicado pelo ex-ministro José Dirceu para o cargo, que ocupou entre 2003 e 2012, ele foi preso na última sexta-feira em mais uma etapa da Operação Lava Jato.

Na semana passada, governistas se articularam para barrar a convocação de Duque. Agora, com a prisão do ex-diretor, a base aliada votou a favor e o pedido foi aprovado por unanimidade. "É alguém que está preso e tem informações preciosas para o fechamento dos trabalhos", disse o senador Wellington Dias (PT-PI).

Duque é investigado por integrar o esquema bilionário de desvios em contrato da Petrobras com empreiteiras e outras companhias. Os recursos eram usados para abastecer caixas do PT, PP e PMDB.

A comissão também aprovou por unanimidade um requerimento que convoca Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, a falar à CPI.

Agora, os líderes vão se reunir para acertar o cronograma de depoimentos. O prazo é curto. Além disso, a continuidade dos trabalhos pelas próximas semanas não está assegurado. A oposição ainda reúne assinaturas para assegurar a renovação da CPI por um mês a partir de 23 de novembro, quando o prazo original se encerraria. De qualquer forma, os trabalhos do Congresso devem terminar em 22 de dezembro. Por isso, os oposicionistas também se articulam para criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito no início de 2015. A ideia é aproveitar os dados obtidos pela CPI atual.

Sétima fase da operação Lava Jato
Sétima fase da operação Lava Jato(VEJA/VEJA)

Os principais personagens da Operação Lava Jato da PF

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