Brasil
Escândalo nos Transportes
Costa Neto diz ter pedido a Dilma diretoria de banco
Deputado rompeu silêncio e deu entrevista a emissora de rádio em seu reduto eleitoral. Ele explicou que barganha era para abrir espaço no governo
Valdemar Costa Neto: "Precisávamos aumentar o espaço do bloco" (Saulo Cruz/Agência Câmara/Divulgação)
O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) revelou em entrevista a uma rádio de Mogi das Cruzes (SP), seu reduto eleitoral, ter usado o então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento para pressionar a presidente Dilma Rousseff a entregar ao PR uma diretoria de banco estatal para obter o apoio do bloco liderado pelo partido no Congresso.
A entrevista foi concedida um dia antes de VEJA revelar a existência de um amplo esquema de corrupção no Ministério dos Transportes - que envolvia cobrança de propina por caciques do PR em troca da liberação de obras. O esquema era encabeçado pelo deputado Valdemar Costa Neto, que em 2005 foi obrigado a renunciar a uma cadeira na Câmara abatido pelo escândalo do mensalão. E também pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que deixou o cargo na esteira das denúncias.
Barganha - O deputado explicou que a barganha tinha como objetivo abrir espaço no governo para o bloco de partidos nanicos que compõem, com o PR, um grupo de 65 deputados no Congresso - o PR conta com 41 e PRB, PRTB, PT do B, PHS , PSL e PRP têm 24.
"O nosso ministro chegou na Dilma outro dia e falou: Olha, o Valdemar tá (sic) com um problema com o bloco. Ele fez o bloco, acertou com o (então ministro Antonio) Palocci pra aumentar o espaço do partido no governo. Nós (PR) já temos muito espaço. Mas precisávamos aumentar o espaço do bloco, porque são 24 deputados a mais", contou Costa Neto à Rádio Metropolitana AM, na sexta-feira da semana passada.
O deputado disse ter pedido uma diretoria na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil - nomeação que Dilma ainda não anunciou - para que prefeitos aliados possam liberar verbas federais mais rapidamente.
"O que eu quero? Uma diretoria na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil, para quando o Bertaiolli (Marco Bertaiolli, prefeito de Mogi das Cruzes) precisar de algo coisa. Por exemplo, eu consigo empréstimo para Santa Isabel - de R$ 2 milhões - que o Helio Buscariolli (prefeito de Santa Isabel) está precisando. Ele precisa pavimentar a cidade. Mas eles não assinam com ele na Caixa. Eu tendo um diretor, sai na hora".
(Com Agência Estado)










Comentários
jorge m de moraes
isso que aconteceu com este deputado,talves por ganancia e poder,so serve para denegrir a imagem de mogi das cruzes e seus moradores.fico tiste com esse episodio jm..........um forte abraço a vces que denunciaram...
12.07.2011