21/01/2009 - 19:15
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Economia

Copom reduz taxa de juros a 12,75%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros a 12,75% - o maior corte desde dezembro 2003, quando a Selic recuou de 17,50% para 16,50% ao ano. Antes da decisão desta quarta, a taxa estava em 13,75%.

Cinco membros do Copom votaram por um corte de um ponto porcentual e três, em favor de um corte de 0,75 ponto. "Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta de inflação", diz o comunicado divulgado ao final da reunião.

As justificativas para a medida foram o agravamento da crise econômica mundial e as notícias que mostraram a desaceleração da economia brasileira - como o recuo de 0,70% nas vendas do varejo em novembro de 2008, segundo dados do IBGE, e o corte de 654.000 postos de trabalho em dezembro, segundo o Ministério do Trabalho. No início da semana, a expectativa do mercado mercado financeiro era de uma redução de 0,5 ponto porcentual.

Em 2008, o Copom elevou gradualmente a Selic em 2,5 pontos porcentuais, entre abril e setembro, e na reunião seguinte, no fim de outubro, manteve a taxa em 13,75%. O Comitê não reduzia a Selic desde setembro de 2007 (quando a taxa passou de 11,50% para 11,25%).

O corte, porém, ainda não retirou o Brasil da liderança no ranking mundial dos juros reais (calculados após o abatimento da inflação). Para sair do topo da lista, seria necessária uma redução de três pontos percentuais, para 10,75% ao ano, na taxa Selic.

Indústria - A decisão do Copom foi vista com ressalva pelo presidente da Federação das indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf. Assim que soube da corte de um ponto percentual, ele declarou que "há outras medidas é importantes a serem tomadas" pelo governo. "A sociedade brasileira segue na expectativa de outras medidas, como a redução da carga tributária, a diminuição dos spreads bancários, a ampliação de prazos para recolhimentos de impostos etc."

Skaf também ressaltou que o corte é importante, mas ainda não atingiu o patamar praticado em todo o mundo, o que deixaria a economia brasileira mais competitiva. Ele também sugeriu que, com o dinheiro economizado com a redução nos juros, o governo invista em infra-estrutura
 

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