Mais Lidas

  1. Presidente do Conselho de Ética desafia Cunha e vira alvo de denúncia na Câmara

    Brasil

    Presidente do Conselho de Ética desafia Cunha e vira alvo de...

  2. Reale defende impeachment no Senado: 'Crime de responsabilidade sem punição é golpe'

    Brasil

    Reale defende impeachment no Senado: 'Crime de responsabilidade sem...

  3. MG: oposição entra com recursos contra nomeação da mulher de Pimentel

    Brasil

    MG: oposição entra com recursos contra nomeação da mulher de Pimentel

  4. Ex-BBB Ana Paula elogia (e envelhece) Patrícia Poeta: 'A senhora arrasa'

    Entretenimento

    Ex-BBB Ana Paula elogia (e envelhece) Patrícia Poeta: 'A senhora...

  5. Atriz de ‘50 Tons’ se diz ‘entediada’ após gravar cenas de sexo por sete horas

    Entretenimento

    Atriz de ‘50 Tons’ se diz ‘entediada’ após gravar cenas de sexo por...

  6. Pagamento de propina era 'modelo de negócio' da Odebrecht, diz procurador da Lava Jato

    Brasil

    Pagamento de propina era 'modelo de negócio' da Odebrecht, diz...

  7. Janaína Paschoal: 'Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara'

    Brasil

    Janaína Paschoal: 'Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara'

  8. Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

    Brasil

    Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

Conheça Miriam Belchior, que deve substituir Erenice Guerra na Casa Civil

- Atualizado em

Miriam Belchior e a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, durante a cerimônia de divulgação do 10º balanço do PAC, em junho deste ano
Miriam Belchior e a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, durante a cerimônia de divulgação do 10º balanço do PAC, em junho deste ano(Agência Brasil/VEJA)

Miriam Belchior, secretária executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deve assumir na próxima semana o comando da Casa Civil, após a queda de Erenice Guerra. Ela esteve cotada para assumir a pasta logo após a saída de Dilma Rousseff, que renunciou ao cargo para concorrer à Presidência, mas foi preteria por Erenice a pedido de Dilma. Até o anúncio oficial do nome de Miriam, quem comanda a pasta interinamente é Carlos Eduardo Esteves Lima, atual secretário-executivo da Casa Civil

A provável nova ministra-chefe da Casa Civil detém a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a convidou para integrar a equipe de transição em 2002, ano em que foi eleito pela primeira vez. Miriam também é amiga de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Os dois trabalharam como secretários em Santo André, no ABC Paulista, na gestão de Celso Daniel, assassinado em 2002.

Miriam foi casada com Celso Daniel durante 10 anos, mas já estava separada dele quando o ex-prefeito foi assassinado. As circunstâncias ligadas à morte ganharam contornos políticos quando se descobriu no curso das investigações que funcionava em Santo André uma quadrilha que tomava dinheiro de empresas de ônibus e mantinha um caixa dois que, segundo denúncia do irmão do prefeito Celso Daniel, financiava campanhas do PT. O irmão do prefeito morto, o médico João Francisco Daniel, chegou a apontar Miriam como uma das integrantes do esquema. Em depoimento ao Ministério Público, ela negou qualquer participação no caso.

A secretária-executiva do PAC ocupou o cargo de assessora especial da Presidência da República até ser chamada em 2003 pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, para integrar o ministério. Até a saída de Dilma, ocupou a função de subchefe de Avaliação e Monitoramento da pasta.

Leia na coluna de Augusto Nunes:

Lula não estará exagerando se, num dos improvisos depois do almoço, afirmar que nunca antes neste país tantos casos de polícia foram ministros de um mesmo presidente da República...Miriam estreou nas páginas político-policiais em janeiro de 2002, depois do assassinato de Celso Daniel. Ex-mulher do prefeito de Santo André, foi ela quem lhe contou que ex-assessores andavam embolsando o dinheiro arrecadado nos porões para financiar campanhas do PT. Conversas estranhas entre Miriam e Gilberto Carvalho foram gravadas pela polícia em fitas providencialmente destruídas.

TAGs:
Dilma Rousseff
Erenice Guerra
Ministérios
Miriam Belchior