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A semana espinhosa de Eduardo Paes

Acusação de compra de apoio político pelo PMDB cria, para o prefeito, o primeiro constrangimento em uma campanha até o momento sem abalos. Tema será usado por adversários nos debates das redes Globo e Record

- Atualizado em

Debate no Rio: Eduardo Paes foi pressionado pelos opositores
Debate no Rio: Eduardo Paes foi pressionado pelos opositores(Daniel Marenco/Folhapress/VEJA)

A última semana antes do primeiro turno das eleições municipais vai ser tensa para o prefeito Eduardo Paes. A campanha do PMDB e seus 20 partidos para a reeleição no Rio vinha praticamente sem abalos até então - com 55% de intenções de voto para Paes, segundo a última pesquisa Datafolha. A revelação de que o PMDB negociou por 1 milhão de reais o apoio do nanico PTN, feita por VEJA, cria o primeiro constrangimento capaz de tirar o sono do candidato. A tormenta se dá em um momento em que grande parte dos votos está decidida, mas há pela frente dois eventos importantes: os debates das redes Record, nesta segunda-feira, e da Globo, na quinta-feira.

Os candidatos desafiantes já deram sinais de que vão explorar a denúncia de compra de apoio do PTN pelo PMDB. Marcelo Freixo, do PSOL, em segundo nas pesquisas, é quem tem demonstrado mais agressividade nos debates. No domingo, Freixo afirmou que vai entrar hoje com uma representação n a Procuradoria-Geral da República, para pedir que o deputado federal Pedro Paulo (PMDB) seja investigado. Pedro Paulo foi chefe da Casa Civil de Paes, e é apontado pelo presidente estadual do PTN, Jorge Sanfins Esch, como o interlocutor que prometeu 200 mil reais em troca de apoio para a reeleição de Paes. Outros 800 mil reais, diz Sanfins Esch, foram negociados com o peemedebista Jorge Picciani, que tentaria destravar um processo administrativo para que o representante do PTN recebesse uma "dívida" de jetons da Rioluz, autarquia municipal.

A estratégia do prefeito do Rio, até o momento, é de negar compra de apoio. Paes apresentou notas fiscais de compra de material de cerca de 150 mil reais, e o indeferimento do processo administrativo movido por Sanfins Esch. A gravação, no entanto, deixa claro que Picciani tentaria destravar um processo que foi negado pelo município. Eduardo Paes chama o caso de factoide, afirmou que a imprensa precisa ter "mais respeito" e pediu, ele próprio, apuração do caso. No sábado, horas depois da publicação da gravação no site de VEJA, no Radar On-Line, o procurador eleitoral do Rio, Maurício da Rocha Ribeiro, afirmou que há indícios de abuso de poder econômico no caso - principalmente diante do relato de um dos envolvidos, pelo lado do PTN.

Os ataques de adversários até o momento não passaram de garoa para Paes. No debate da RedeTV, Marcelo Freixo acusou o prefeito de ter negociado com milicianos a licitação das linhas de vans no Rio de Janeiro - citando uma fotografia de 2009, publicada na época pelo jornal 'O Dia', na qual o prefeito está à mesa com milicianos que controlavam a máfia do transporte clandestino. Paes tinha munição de sobre naquela noite: rebateu Freixo citando a candidatura de Berg Nordestino, um recém-filiado ao PSOL que foi citado no relatório da CPI das Milícias, presidida pelo próprio Freixo.

A disposição para não ficar apenas na defensiva torna o debate desta noite um bom programa para quem acompanha as eleições na capital fluminense. É pouco provável que Paes concentre suas energias apenas em defender-se da acusação de compra de apoio político, e a equipe do PMDB certamente também prepara ataques.

O candidato tucano, Otávio Leite, já tentou lançar mão do mensalão do PT, na qual está envolvido o PMDB, para atingir o prefeito. O flanco aberto, nesse caso, é a mudança de Paes, que foi sub-relator da CPI dos Correios, pelo PSDB, e posteriormente filiou-se ao PMDB. Rodrigo Maia, do DEM, evitou ataques diretos nos últimos embates - temendo, principalmente, os contra-ataques dirigidos a ele e seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia, que terminou o último mandato com alta rejeição. O democrata, no entanto, corre o risco de ficar como mero figurante na TV caso não levante a voz. Os 'técnicos' de Rodrigo Maia são experientes nesse tipo de tiroteio: além do pai, ex-prefeito, atua na campanha o ex-governador Anthony Garotinho, que é pai da candidata a vice, Clarissa.

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