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Contêineres da UPP de Manguinhos foram incendiados
Contêineres da UPP de Manguinhos foram incendiados(VEJA.com/VEJA)

(Atualizado às 22h20)

Criminosos de áreas ocupadas por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio entraram em confronto com policiais mais uma vez, nesta quinta-feira. O comandante da UPP de Manguinhos, capitão Gabriel Toledo, foi baleado durante um tiroteio. Atingido na coxa direita, ele foi levado ao Hospital Geral de Bonsucesso e, depois, transferido para o Hospital da Polícia Militar, para ser submetido a uma cirurgia. Pelo menos outros dois agentes ficaram feridos nesse ataque.

Os contêineres da UPP de Manguinhos foram incendiados e ficaram completamente destruídos. Em seguida, parte do complexo, composto por 13 favelas, ficou sem energia elétrica. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, tudo começou quando agentes foram até um prédio abandonado que havia sido invadido com a intenção de cumprir uma ordem de desocupação. Ao chegarem, foram atacados pelos ocupantes, que lançaram pedras contra os policiais, ferindo um deles na cabeça - foram quatro no total.

A confusão se ampliou e traficantes teriam aproveitado para atacar os policiais e a sede da UPP. Houve troca de tiros, e o capitão mais dois PMs acabaram baleados nesse confronto. O Batalhão de Choque foi acionado para reforçar a segurança no local e o carro blindado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também subiu o morro. Por conta do tumulto e da troca de tiros, a circulação de trens da Supervia pela favela chegou a ser interrompida.

A Secretaria de Segurança do Estado informou, no fim da noite, um novo embate com bandidos em outras duas UPPs: Camarista Méier, localizada no Complexo do Lins, e a unidade do Complexo do Alemão, ambas também na Zona Norte da capital.

Governo - Desde o fim do ano passado, regiões consideradas pacificadas têm sido alvo de traficantes, especialmente o Complexo do Alemão e a favela da Rocinha. Na semana passada, quando um soldado era enterrado após outro ataque de bandidos, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame classificou os ataques a policiais como uma forma de "terrorismo contra o Estado".

Logo após o novo episódio, o governador Sérgio Cabral emitiu nota condenando os ataques às UPPs: "Essa é mais uma tentativa da marginalidade de enfraquecer a política vitoriosa da pacificação, que retomou territórios historicamente ocupados pela bandidagem para o controle do Poder Público", disse, reiterando o "firme compromisso assumido com a população do Rio de Janeiro de não sair, em hipótese alguma, desses locais ocupados".

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