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Aécio vota e critica 'terrorismo' do PT para se manter no poder

Houve tumulto no local de votação do tucano por causa da grande concentração de eleitores e jornalistas. Ele foi recebido com festa

Por: Bruna Fasano, Laryssa Borges, e Bela Megale, de Belo Horizonte - Atualizado em

O candidato presidencial Aécio Neves e sua esposa, Leticia Weber, fazem gestos para os fotógrafos durante votação do segundo turno, em Belo Horizonte, Minas Gerais
O candidato presidencial Aécio Neves e sua esposa, Leticia Weber, fazem gestos para os fotógrafos durante votação do segundo turno, em Belo Horizonte, Minas Gerais(Sergio Moraes/Reuters)

Depois de uma tumultuada votação no Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, criticou o "terrorismo eleitoral" promovido pela campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e por militantes petistas. Afirmou que, se eleito, vai trabalhar em torno da "unificação do eleitorado", rachado depois de Aécio ter sido vítima do que classifica como a "mais sórdida campanha já feita no país". Aécio votou às 10h24 no bairro de Lourdes, na capital mineira, acompanhado da mulher, Letícia Weber. Ele foi recebido por apoiadores com queima de fogos e aplausos. Houve confusão entre jornalistas, eleitores e seguranças - um vidro da seção acabou quebrado.

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"Me vejo em melhores condições de fazer esse entendimento do que a minha adversária, exatamente pela armas que ela utilizou. Se vencer essas eleições, a primeira grande missão que terei é a da unificação do país. E vamos fazer isso demonstrando que as acusações que nos faziam os partidários da candidata oficial eram terrorismo para se manter no poder", disse. "Vamos mostrar que os programas sociais vão ser mantidos e aprimorados, vamos cumprir cada um dos compromissos que assumimos com os brasileiros do ponto de vista da formação de uma equipe de qualidade extraordinária, um comportamento ético irrepreensível e vou governar para os que mais precisam, para os mais pobres", completou.

"A melhor forma de fazer essa grande união nacional é cumprindo cada um dos compromissos que assumi ao longo desses últimos meses. Estou pronto para ser o presidente, se vencer as eleições e se essa for a vontade majoritária dos brasileiros, de todos, da união nacional e de um novo ciclo de crescimento e de desenvolvimento sustentável do país", relatou.

O candidato do PSDB voltou a atacar os "destemperos verbais" do ex-presidente Lula e resumiu a campanha eleitoral de que fez parte. "Essa campanha teve duas marcas absolutamente antagônicas e muito fortes: a primeira dela protagonizada pela campanha adversária e pelo PT, a mais sórdida campanha já feita no país, com ofensas, com calúnias, com mentiras, protagonizada por um partido político que quis se manter no poder a qualquer custo. Essa será uma triste página da história da democracia brasileira: a forma como o PT, para se manter no poder, tratou seus adversários, Eduardo [Campos], Marina [Silva], eu e a forma como conduziu sua campanha", afirmou.

Boatos - Pela manhã, Aécio recebeu um telefonema do governador do Paraná, Beto Richa, desmentindo os boatos acerca da morte do doleiro Alberto Youssef, internado na tarde deste sábado após desmaiar na prisão. Em reportagem de capa, VEJA revela que o doleiro, um dos pivôs de um megaesquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a políticos e partidos desvendado pela Operação Lava Jato, afirmou em delação premiada à Polícia Federal que Dilma e Lula tinham conhecimento do assalto aos cofres da Petrobras. "Ele está bem para dizer aos brasileiros até o final tudo que sabe sobre esse vergonhoso esquema de corrupção que de forma continuada atuou quase que institucionalizada na Petrobras", relatou Aécio.

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