Tarja CPI do Cachoeira

Distrito Federal

Chefe de gabinete de Agnelo é suspeito de receber mesada de Cachoeira

Telejornal revela conversa entre homens do contraventor que compromete assessor do governador

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira (Lula Marques/Folhapress)

Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), é o novo implicado na rede de corrupção do contraventor Carlinhos Cachoeira, exposta por investigação da Polícia Federal. 

Na noite desta terça-feira, reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, revelou trechos de ligações telefônicas, interceptadas pelos investigadores, entre Cláudio Abreu e Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, ambos integrantes da quadrilha de Cachoeira. Nos áudios, Monteiro é diretamente citado como receptor de uma mesada da máfia.

O objetivo dos homens de Cachoeira era conseguir a nomeação de um aliado, João Monteiro, para a direção de Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF. Com isso, eles esperavam obter facilidades para a empresa Delta, um dos braços dos negócios de contraventor, que já contava com contratos com a gestão distrital.

Em uma das ligações, são mencionados os valores a serem pagos a Cláudio Monteiro: 20.000 reais no ato da nomeação e mais 5.000 reais mensais. 

Procurados pela reportagem do telejornal, os envolvidos negaram o esquema.

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