Justiça
Caso Bruno: STF recebe informações do júri de Contagem
Supremo decidirá se manda soltar ex-goleiro, acusado de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio; Para Tribunal do Júri, ele deve continuar preso
STF decidirá futuro de Bruno, preso desde julho de 2010 (Alexandre Guzanshe/Fotoarena)
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu informações do Tribunal do Júri de Contagem (MG) sobre os detalhes do processo do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes Souza. Com isso, o Supremo deve agilizar o julgamento de dois habeas corpus que pedem a liberdade de Bruno. Ele está preso desde julho de 2010 na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), sob acusação de ser o mandante do assassinato de Eliza Samudio, sua ex-amante.
O Tribunal do Júri de Contagem avalia que é preciso manter a prisão preventiva do goleiro. "Os delitos de sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver, que contam com detalhes sórdidos e ultrapassam os limites da crueldade, geral perplexidade e intranquilizam a sociedade", diz o texto.
A Corte avalia que, apesar de até hoje o corpo de Eliza não ter sido encontrado, a materialidade do crime de homicídio é suficientemente indicada pelas demais provas. O tribunal cita as declarações da ex-amante à polícia em outubro de 2009 e o vídeo, gravado por ela, em que afirmava ser vítima de perseguição por parte do ex-jogador. Também foram citados depoimentos de testemunhas e perícia realizada no computador pessoal de Eliza.
Liminar - O STF vai julgar dois habeas corpus: um de um advogado do Paraná e outro do advogado de Bruno. Em dezembro, o ministro Carlos Ayres Britto negou pedido de liberdade feito pela defesa do jogador e encaminhou o processo para a Procuradoria Geral da República (PGR). O advogado de Bruno, Rui Pimenta, disse que aguarda parecer da PGR para que o caso seja definitivamente julgado no STF. "A Procuradoria não costuma demorar", disse.
Como adiantou o site de VEJA, Pimenta voltou a dizer que o ex-goleiro está sendo procurado por empresários do Rio de Janeiro e da Bahia interessados em seu passe. "Recebi e-mails de empresários que querem contratar o Bruno, mesmo com ele preso."





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