Mais Lidas

  1. Gospel Ana Paula Valadão é criticada por foto no velório da avó

    Entretenimento

    Gospel Ana Paula Valadão é criticada por foto no velório da avó

  2. O PT assaltou até funcionários públicos endividados

    Brasil

    O PT assaltou até funcionários públicos endividados

  3. Zezé Di Camargo alfineta Wesley Safadão: 'Emergente'

    Entretenimento

    Zezé Di Camargo alfineta Wesley Safadão: 'Emergente'

  4. Laura Keller provoca Simony, a 'surtada', pelo Instagram

    Entretenimento

    Laura Keller provoca Simony, a 'surtada', pelo Instagram

  5. Pronto, os ingleses falaram. E falaram grosso

    Mundo

    Pronto, os ingleses falaram. E falaram grosso

  6. Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

    Mundo

    Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

  7. Derrota no 'Power Couple' faz Simony perder a linha

    Entretenimento

    Derrota no 'Power Couple' faz Simony perder a linha

  8. Delator de Paulo Bernardo intermediou negócio milionário após viagem oficial com Lula à África

    Brasil

    Delator de Paulo Bernardo intermediou negócio milionário após...

Bombeiros submergem contêineres para conter fogo em Guarujá

Nuvem tóxica já se espalhou por quatro cidades do litoral paulista

Por: Nicole Fusco - Atualizado em

  • Voltar ao início

  • Todas as imagens da galeria:


Os bombeiros que trabalham há mais de 24 horas no combate ao fogo que consome dezenas de contêineres do terminal da empresa LocalFrio, em Guarujá, litoral paulista, deram início nesta sexta-feira ao uso da técnica de 'afogamento' para evitar que o fogo consuma completamente mais equipamentos de carga - liberando, assim, mais fumaça tóxica. Trata-se da submersão dos contêineres em tanques com água. Dos nove equipamentos nos quais as chamas foram controladas até agora, quatro se deram por esse método. Ao todo, 25 contêineres pegaram fogo.

A principal hipótese para explicar a formação da nuvem tóxica que se espalhou sobre as cidades de Guarujá, Santos, São Vicente e Cubatão é uma falha em um dos contêineres. O equipamento teria uma rachadura que permitiu que a água da chuva entrasse em contato com a substância química armazenada, o dicloroisocianurato de sódio, provocando reações em cadeia, com a liberação de gases tóxicos, explosões e fogo. As chamas teriam, então, se espalhado para os outros equipamentos de transporte de carga, gerando o incêndio de grandes proporções.

Leia mais:

Nuvem tóxica já atinge 4 cidades do litoral de SP

O método de submersão, contudo, é eficiente no combate ao fogo porque a quantidade de água presente no tanque é muito superior à do produto, como explica o tenente do Corpo de Bombeiro Rafael Marques: "Em contato com uma pequena quantidade de água, o ácido reage, criando mais vapor, mais calor e propagando o incêndio. Submergindo o ácido em um grande quantidade de água, no entanto, a gente o torna inativo".

Antes de adotar esse método, porém, os bombeiros precisam analisar se essa é a melhor forma de combater as chamas. "Dependendo do material químico, a gente utiliza um determinado tipo de agente extintor, como espuma e pó químico - ou então a submersão", disse Marques. "Nós alisamos a quantidade de produto que está reagindo com a água. Se for grande a quantidade, a gente submerge. Caso contrário, nós aplicamos o agente extintor."

Meio ambiente - O gerente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Enedir Rodrigues afirmou nesta sexta-feira ao site de VEJA que não foi encontrada nenhuma anormalidade no Estuário (ambiente de transição entre mar e rio) de Santos, localizado na área portuária. "Fizemos uma vistoria no Estuário e não constatamos mortalidade de peixes".

A Cetesb também está fazendo coletas do sistema de drenagem da água. Ainda nesta sexta, deve chegar a Guarujá uma estação telemétrica móvel, vinda de São Paulo, para monitorar o ar da região. "Que a fumaça é tóxica nós já sabemos [por causa dos produtos químicos presentes nos contêineres], mas, a princípio, ela não causa nada mais sério", disse. Sessenta e seis pessoas procuraram uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região com sintomas de náusea, mal-estar, irritação na garganta e olhos lagrimejando.

Embora de toxidade baixa, a nuvem densa ainda cobre parte de quatro cidades (Guarujá, Santos, São Vicente e Cubatão). Por isso, a principal recomendação dos bombeiros é evitar contato com a fumaça e, caso não seja possível, usar um pano seco ou uma máscara para minimizar a inalação dos gases tóxicos.

Questionado se a Cetesb vai tomar alguma medida judicial contra a LocalFrio, Rodrigues disse que, no momento, a preocupação é em concluir a parte técnica. "Depois que finalizarmos a ocorrência, vamos tomar todas as ações contra a empresa", informou.

TAGs:
São Paulo