Tarja para o tema Battisti no Brasil
 
19/06/2011 - 16:21
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Diplomacia

Battisti: Brasil tem poucas chances de escapar de Haia

Após negar extradição do terrorista, acordo com governo italiano é improvável e decisão caberá ao Tribunal Internacional de Justiça

Adriana Caitano
Hall do Palácio da Paz, sede da Corte de Haia, na Holanda

Palácio da Paz, sede do Tribunal de Haia: governo italiano quer rever decisão do Brasil (Divulgação)

Não há empecilho jurídico ou diplomático para que a Itália processe o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça, a Corte de Haia, na Holanda, depois que o governo brasileiro se recusou a extraditar o terrorista Cesare Battisti - condenado à prisão perpétua pela justiça italiana pela morte de quatro pessoas na década de 70. 

A possibilidade de um acordo entre os dois países em uma comissão de conciliação é improvável, opinam especialistas ouvidos pelo site de VEJA. A comissão deve ser criada nesta semana. Mas não há sinais de que algum lado esteja disposto a ceder após o impasse criado em torno da questão. A abertura da ação em Haia - o mais importante órgão judiciário da Organização das Nações Unidas (ONU) - torna-se, portanto, cada vez mais próxima. 

“O Brasil irá insistir no respeito à sua jurisdição interna e à Itália só interessa a extradição do Battisti”, diz o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Leonardo Nemer Caldeira Brant, ex-jurista da Corte de Haia. “Não há nenhum meio termo, um denominador comum ou uma margem de negociação nesse caso”.

Jurisprudência - Inédito, o julgamento será um marco na trajetória de Haia e servirá de jurisprudência para casos semelhantes. Em pauta, o questionamento suscitado pela Itália: o governo brasileiro violou o tratado bilateral de extradição quando decidiu não enviar o terrorista de volta?

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do ex-presidente Lula de não extraditar Battisti, ganhou força no meio jurídico uma hipótese: o Brasil poderia se recusar a ser processado, o que inviabilizaria a abertura do processo. “O tratado assinado pelos países abre espaço para que as controvérsias sejam resolvidas no tribunal”, explica o professor de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP) André de Carvalho Ramos.

É nesse item que o governo italiano se ampara. Em 1954, Brasil e Itália assinaram a Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária. Ainda em vigor, ela prevê que os casos de controvérsia entre os dois países devem ser submetidos a uma comissão conciliatória com integrantes das duas partes. A comissão nunca chegou a sair do papel. 

Nesta sexta-feira, a Itália formalizou o pedido para que os três integrantes do grupo sejam indicados e comecem a analisar o caso. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o governo brasileiro reconhece o tratado e deverá respeitá-lo. O texto da convenção deixa claro que se os países não chegarem a um acordo em quatro meses terão de se submeter a Haia.

Redução de pena - O advogado Nabor Bulhões, que representa o governo italiano, destaca que o país tem muito clara sua intenção. “A Itália quer que o tratado de extradição com o Brasil seja cumprido e concorda em reduzir a pena de Battisti para 30 anos e deduzir dela o tempo que ele já ficou preso, como prevê o tratado”, informa. 

Segundo Bulhões, o governo italiano quer exercer o direito de ter a decisão brasileira revista, já que acusa o Brasil de ter desrespeitado o tratado de extradição. Quando Lula decidiu manter Battisti em território nacional, a Advocacia-Geral da União (AGU) argumentou que o terrorista poderia sofrer “atos de perseguição e discriminação” caso voltasse a seu país. Os italianos alegam que a justificativa brasileira fere sua imagem democrática. E que os crimes praticados pelo terrorista foram comuns, sem conotação política.

Como a Corte de Haia nunca julgou um caso que envolvesse extradição, o resultado abrirá um precedente. “Há uma probabilidade grande de o Brasil perder. A Itália pode alegar que se subordina permanentemente ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que já garantiu não ter havido problemas no julgamento de Battisti”, ressalta o professor André de Carvalho Ramos. 

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Marcos Batista

Ja é de praxis os crimes no Brasil serem impunes acobertados por um velahco codigo penal. Mas sao validas as tentativas da Italia de fazer valer sua justiça, para dar exemplo ao mundo. Va lá, o Brasil nao tem nem como estar evitando que seus adolescentes seja exterminados pela policia, por falta de politicas publicas especif(..)

21.06.2011

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Ivo Barbosa

Crêio que com essa atitude do nosso STF o nome do Brasil confirmará a má fama que tem no exterior. Nós somos o país da corrupção e da injustiça. O que o Brasil ganhou libertando o Battisti? Respondo: O Brasil virou paraíso de bandido. Atenção bandidagem mundial... COMETAM OS MAIORES CRIMES EM SEUS PAÍSES E VENHAM SE ESCONDE(..)

20.06.2011

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ilmar alba

Tomara que a Itália vá e vença essa injustiça. O Brasil já tem moral baixa no mundo por caiusa da criminalidade, e ainda dá cobertura para um bandido de fora. Bem faz a Itália em acionar o tribunal internacional. Vergonha para o Brasil.

19.06.2011

 

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