17/05/2011 - 17:06
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Crime

Assassinato em motel: polícia investiga gravidez e participação de terceira pessoa no crime

Ex-mulher e amigos da vítima afirmaram em depoimento que Verônica Verone teria engravidado. Vídeo mostra homem desconhecido ao volante

Verônica prestou depoimento à Polícia, no fim de semana: alegação de legítima defesa

Verônica prestou depoimento à Polícia, no fim de semana: alegação de legítima defesa (Ag.OGloboe)

O assassinato do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, 33 anos, encontrado enforcado em um motel de Niterói, região metropolitana do Rio, no último sábado, ganhou nesta terça-feira ainda mais elementos de mistério e um novo personagem. Acusada de ter enforcado a vítima, a jovem Verônica Verone de Paiva, 18 anos, teria engravidado. Há a suspeita de que ela teria feito um aborto de um filho de Fábio, segundo depoimentos de amigos do rapaz à polícia.

Também nesta terça-feira a polícia decidiu investigar um homem com quem Verônica mantinha um relacionamento. Esse novo suspeito, cujo nome é mantido em sigilo pelos investigadores, seria namorado da jovem há cerca de três meses.

As imagens das câmeras do circuito interno do motel já foram entregues à polícia. Elas mostram um homem ainda não identificado dirigindo a picape branca de Fábio. A delegada da 77ª DP (Icaraí), Juliana Rattes, afirmou que trabalha com a possibilidade de participação de uma terceira pessoa no crime.

Em seu segundo depoimento polícia, Verônica disse que namoraria um homem, morador do Rio de Janeiro, e que nunca teve relações sexuais com Fábio. Logo depois, no entanto, a acusada confirmou que sua relação amorosa com ele começou em janeiro deste ano.

Depois de ter negado o crime, Verônica admitiu ter enforcado Fábio, mas alegou legítima defesa. Segundo ela, ele teria tentado violentá-la e os dois brigaram. Fábio, então, teria caído desacordado, depois de um choque com a cabeça. A versão, se comprovada, dificulta a comprovação da tese de legítima defesa – no momento do enforcamento a vítima estaria sem ação.

As informações contraditórias sobre a relação que mantinha com a vítima, as alegações de problemas psiquiátricos e mesmo detalhes do local do crime jogam, por enquanto, contra Verônica. O advogado de defesa da jovem, Rodolfo Tompson, afirmou que ela teria problemas mentais e que tomaria medicamentos controlados. O uso de medicamentos, até o momento, não foi comprovado.

Na segunda-feira, a ex-mulher de Fábio prestou depoimento na 77ª DP (Icaraí). Ela afirmou à polícia que sabia sobre a relação amorosa que o rapaz mantinha com Verônica e disse também saber que ela teria ficado grávida.

Além de depoimentos de envolvidos no caso – entre eles o homem que seria namorado de Verônica e de amigos da vítima –, a polícia depende de laudos periciais para eluidar o caso. Verônica contou que ela e Fábio, na noite do crime, compraram cocaína e maconha em duas favelas de Niterói. Segundo ela, só Fábio teria consumido as drogas.

(Com Agência Estado)

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