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Apreensões de cocaína aumentam no Brasil; produção mundial cai
Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), aponta que as apreensões de cocaína no Brasil vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos e mais que dobraram desde o início da década.
De acordo com o documento, essas apreensões totalizaram 19,7 toneladas em 2008, aumento de cerca de 15% em relação ao ano anterior. Nos países da América Latina, as apreensões da droga aumentaram também no Peru (aumento de 100%), na Colômbia (aumento de 57%) e na Bolívia (aumento de 45%) em relação a 2007. Houve ainda maior número de apreensões na Argentina, e no Equador.
No mesmo período, as apreensões de cocaína no México, país com perfil semelhante ao do Brasil (ambos são utilizados para o trânsito da droga entre os países produtores e consumidores, mas também têm um mercado consumidor interno), caiu de 30 toneladas em 2001 para 19,3 toneladas em 2008.
Por outro lado, o Jife ressalta que a produção de cocaína apresentou queda global, principalmente em função da significativa redução do cultivo de coca na Colômbia. O país, sozinho, responde por 48,3% de toda a área cultivada da planta. Segundo o órgão da ONU, a América do Sul registrou uma queda de 8% nas áreas de cultivo de coca, apesar de aumento registrado no Peru e na Bolívia.
Já as apreensões de maconha no Brasil tiveram uma pequena queda em 2008, segundo o Jife. Naquele ano, o Brasil apreendeu 187,1 toneladas da droga, contra 199 toneladas no ano anterior. Na Bolívia, as apreensões de maconha cresceram 2,5 vezes. Houve também aumento de apreensões da droga no Chile, no Equador, no Peru e no Paraguai segundo maior produtor de maconha do hemisfério sul.
Segundo o relatório, em toda a região houve um aumento no uso de aeronaves leves com números de registro falsos ou roubados, operando em pistas de pouso pequenas e privadas, em áreas remotas, para transportar cocaína - cerca de metade da cocaína apreendida pelo Brasil em 2008 havia sido traficada por rotas aéreas. A ONU também aponta para um aumento no uso das chamadas "mulas" (pessoas que transportam a droga no próprio corpo) e do transporte da cocaína dissolvida em líquidos.








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