Brasil
Telefonia
Apenas 0,3% usaram a portabilidade numérica
Com agência Reuters
Apenas 180.000 pessoas usaram o serviço de portabilidade numérica, que permite mudar de operadora, seja o telefone fixo ou celular, e manter o número da linha na nova companhia. Segundo a ABR Telecom, administradora do serviço de portabilidade, o número corresponde a 3% do total de 60 milhões que já podem usar o recurso, que começou a ser implantado no Brasil em 1º de setembro.
Para o presidente-executivo da entidade, José Moreira Ribeiro, ainda é cedo para analisar os dados, pois metade do país ainda não tem o recurso. "Só poderemos fazer uma avaliação mais sustentável quando concluirmos o processo", previsto para março. Até 31 de dezembro, a portabilidade estava disponível para 30 dos 67 DDDs do Brasil.
O executivo também afirmou que do ponto de vista técnico não houve problemas. Ele avaliou que o processo também pode ser considerado um sucesso mesmo se o usuário desistir da mudança por ter recebido alguma contrapartida de sua antiga operadora.
Por enquanto, o processo de mudança deve ser concluído em até cinco dias úteis a partir da solicitação. Dentro desse período, o prazo de desistência é de dois dias. A partir de março de 2010, o prazo deverá cair para três dias úteis e o cliente continuará a ter dois dias para desistência.
Para o presidente da consultoria especializada Teleco, Eduardo Tude, o pouco interesse despertado até agora pela portabilidade ficou dentro do esperado. Ele afirmou que "o histórico no mercado internacional é pequeno mesmo, principalmente no começo", quando as pessoas ainda não conhecem ou não entendem direito como funciona.
A partir deste mês, o recurso chega a capitais como Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). São Paulo e Rio de Janeiro serão as últimas cidades a terem a portabilidade.








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