Crime

Adolescente é estuprada e morta por funcionários de parque de diversões no PR

Revoltados, moradores incendiaram parque de diversões depois que suspeitos foram presos; polícia diz que eles confessaram o crime

Policiais procuram por Tayná em meio aos brinquedos vandalizados do parque, em Colombo, no Paraná

Policiais procuram por Tayná em meio aos brinquedos vandalizados do parque, em Colombo, no Paraná (Aniele Nascimento/Agência Gazeta do Povo/Folhapress/VEJA)

A adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi sequestrada, estuprada e assassinada em Colombo, na região metropolitana de Curitiba (PR). Quatro suspeitos foram presos na noite desta quinta-feira. Segundo a polícia, eles são funcionários de um parque de diversões que havia sido montado no bairro onde a jovem morava. O corpo dela foi enterrado em um matagal depois do crime.

Nesta sexta-feira, após inicialmente investigar o caso como um desaparecimento, a polícia prendeu Adriano Batista, Sérgio Amorin da Silva Filho, Paulo Henrique Camargo Cunha e Ezequiel Batista. Todos eram funcionários do parque Brinques, que estava instalado há vinte dias, e têm entre 22 e 25 anos..  

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Ação - Segundo a polícia, a sequência de horror que culminou na morte de Tayná começou na última sexta-feira.   

Reprodução/Facebook

A adolescente Tayná Silva

A adolescente Tayná Silva

Foi nesse dia que os funcionários notaram Tayná, quando ela passou em frente ao parque, ao voltar para casa depois de sair de um salão de beleza onde fazia bico como manicure. A partir de então, eles passaram a segui-la pela região. Na última terça-feira, quando a adolescente passava pela rua após sair da casa de uma amiga o bando resolveu agir. Eles raptaram a adolescente e a arrastaram para um matagal próximo ao parque, onde ela foi estuprada em sequência por três dos quatro funcionários – um deles, Ezequiel Batista, desistiu de participar no meio do caminho e voltou para o parque, segundo a polícia. 

Após a série de estupros, Tayná foi estrangulada. O corpo dela foi deixado no local durante a noite. O trio voltou na manhã seguinte para enterrar o corpo. Segundo o chefe da investigação, Rudz Elóis, eles fizeram sexo com o cadáver antes de finalmente enterrá-lo.   

Pouco antes de ser morta, Tayná havia enviado uma mensagem de texto para a mãe pelo celular dizendo que estava a caminho de casa. Como as horas foram passando e ela não chegava, os pais de Tayná acionaram a polícia e realizaram apelos desesperados em emissoras de rádios locais.  

Investigação - Ao investigar o desaparecimento, a polícia analisou imagens de câmeras de segurança instaladas no bairro. Em uma delas, a adolescente aparecia andando em uma rua em direção ao parque, na noite de terça-feira. Já nas imagens de uma câmera mais à frente, ela não aparecia mais. No trajeto entre as duas câmeras estava localizado o parque.

Ao levantar a relação de funcionários que estavam no local à noite, a polícia chegou aos quatro suspeitos. Uma ligação anônima também informou que eles haviam sido vistos com a menina na noite de terça-feira. Ao interrogar os funcionários a polícia notou contradições e passou a pressioná-los. Um a um eles confessaram a barbárie. Segundo a polícia, um deles, Sérgio Amorin, também confessou um estupro ocorrido em 2012, no litoral do estado.  

Vingança - A informação sobre as prisões acabou chegando até a população do bairro na noite desta quinta-feira com a prisão do bando. Em seguida, centenas de pessoas foram até o parque, depredaram e incendiaram brinquedos e veículos que estavam no local. Bombeiros tentaram apagar as chamas, mas foram impedidos pelos moradores. O parque foi quase iteiramente destruído. Policiais tiveram que jogar bombas de gás lacrimogêneo nos moradores para afastá-los da área.

Nesta sexta-feira à tarde o corpo de Tayná foi encontrado pela polícia

Crimes que assustaram o país

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Caso Yoki: ciúmes e morte

Na noite do dia 20 de maio, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, foi vítima de um crime que chamou a atenção de todo o Brasil. Diretor executivo da Yoki, uma gigante do setor de alimentos, ele foi morto e esquartejado pela própria mulher, a bacharel em direto Elize Kitano Matsunaga, 38, no apartamento onde moravam em São Paulo. A viúva confessou o assassinato e disse que vinha sendo traída, agredida e humilhada por Marcos. O casal se conheceu quando Elize trabalhava como garota de programa. Juntos, tiveram aulas de tiro e mantinham em casa um arsenal de armas. Com uma delas Elize deu um tiro em Marcos e depois o esquartejou. Colocou o corpo do marido em três malas e as espalhou pela cidade. Elize, que afirma ter agido sozinha, está presa. Em janeiro, a Justiça decide se ela vai a júri popular pelo crime. 

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