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25/06/2010 - 03:32
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Causas da tragédia

A origem do tsunami que varreu o Nordeste

VEJA.com percorreu 250 km da região e encontrou várias barragens destruídas

Fernando Mello e Marco Túlio Pires
Barragem destruída na cidade de Rio Largo, em Alagoas

Barragem destruída na cidade de Rio Largo, em Alagoas (Leo Caldas)

"Passaram um rádio para avisar que poderia vir água para cá. Começamos a guardar as coisas, mas não deu tempo", contou Enildo Bras Oliveira, morador de São José da Laje (AL).

Uma das cenas mais impressionantes registradas da devastação causada pela chuva no Nordeste mostra uma espécie de tsunami varrendo a cidade de Rio Largo (AL), a 29 quilômetros de Maceió. Porém, esse avanço desenfreado das águas - flagrado por um cinegrafista amador - não corresponde ao que se vê em um padrão normal de inundação.
 
"Essa quantidade de chuva não seria capaz de provocar uma vazão tão grande", explica Ricardo Sarmento Tenório, professor de meteorologia da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Sistema de Radar Metereológico de Alagoas (Sirmal).
 
Ninguém sabe afirmar com exatidão o que aconteceu, mas a primeira hipótese que surge é a de que a violência da enxurrada foi motivada pelo rompimento de barragens, situadas ao longo de rios que cortam Pernambuco e Alagoas. "É a única explicação possível", enfatiza Tenório.
 
VEJA seguiu o caminho das águas que arrasaram os estados nordestinos e comprovou o rompimento das barragens, ao longo de mais de 250 quilômetros.
 

Leo Caldas

Enildo Bras Oliveira e a Barragem de Serra Grande, que também foi destruída.

Enildo Bras Oliveira e a Barragem de Serra Grande, que também foi destruída.

Primeira parada - Por volta de 18h de sexta-feira passada, Enildo Bras Oliveira, 40 anos, recebeu a informação de que uma barragem se rompera na cidade de Canhotinho (PE), a 186 quilômetros de Recife.
 
"Passaram um rádio para a usina e avisaram que poderia vir água para cá. Começamos a guardar as coisas, mas não deu tempo", contou Oliveira. Ele mora em São José da Laje (AL), cidade a 97 quilômetros de Maceió que fica às margens do rio Canhoto, próximo à usina Serra Grande, onde trabalha. Naquele momento, secava as peças de seu computador, aberto sob o sol.
 
O rio que passa por Canhotinho é o Mundau. Até aí tudo bem. Isso não seria motivo de preocupação para os moradores de São José da Laje. Mas a água veio e se acumulou na barragem da própria usina. Naquela região, muitas usinas têm suas próprias barragens para produzir energia ou acumular água para resfriar máquinas utilizadas na produção de açúcar. Para se ter uma ideia, a estimativa do governo de Pernambuco é de que existam, em todo o Nordeste, cerca de 100.000 pequenas barragens.
 
Trajeto de destruição - Naquela sexta-feira, uma das duas barragens construídas na Serra Grande acumulou água durante horas. Até que não aguentou e cedeu. O rio desceu com força, carregando árvores enormes, pedaços de pau, folhagens. Tudo isso ficou sob uma ponte a poucos metros dali. Ou seja, a água novamente foi represada e retornou para as casas que já haviam sido atingidas. Horas depois, a ponte também não aguentou e cedeu, liberando ainda mais as águas do rio.
 
Depois de São José da Laje, as águas do Canhoto se juntaram às do rio Mundaú, que arrasou cidades como União dos Palmares, a 77 quilômetros de Maceió, e Branquinha, a 67 quilômetros de distância da capital. Enildo Oliveira contou que a maior tromba d´água atingiu sua casa por volta das 21h. "Meu irmão, que mora em União dos Palmares, me contou que a água chegou lá com mais força duas horas depois", afirmou.
 
Com as águas vindas de outros rios, assim como árvores e outros objetos, o rio Mundaú seguiu seu trajeto de destruição. A última parada foi a cidade de Rio Largo, colada à capital Maceió, a apenas 29 quilômetros. Lá, as águas destruíram a lateral de uma barragem, deslocando toda a linha do trem e derrubando uma ponte. "A água veio com muita força e arrancou a parede lateral. Nunca tivemos nada assim", afirmou o aposentado Claudionor Gomes.
 
 
Lei das águas não pegou - Sancionada em 1997, a lei 9.433, conhecida como ‘Lei das águas’, criou a Agência Nacional de Águas e teoricamente deveria regulamentar o uso dos rios para geração de energia, saneamento e abastecimento.
 
Não faltam planos, comitês e conselhos para fiscalizar e planejar o uso racional das águas. Mas nada disso impediu que os rios da Zona da Mata de Pernambuco e Alagoas se tornassem armadilhas para a população que habita suas margens.
 
“Caberia aos órgãos fiscalizadores, como as secretarias do Meio Ambiente, de Recursos Hídricos e de Infraestrutura, impedir a ocupação urbana desordenada nos rios. As enchentes refletem essa falta de planejamento”, diz João Clímaco Soares, membro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos.
 
De acordo com a lei, não deveria ser fácil conseguir autorização para construir uma barragem. É preciso ter um projeto, que é encaminhado para o estado. O órgão ambiental avalia a questão dos impactos e a secretaria avalia o consumo de água existente na região (por exemplo, a quantidade de água disponível existente e o percentual já captado). Decide, então, se confere ou não a outorga. Se for um rio estadual, quem aprova é a Secretaria de Recursos Hídricos. S for federal, é a Agência Nacional de Águas.
 
Mas existem os casos chamados de insignificantes, barragens pequenas que não precisam de autorização oficial para serem implantadas. “Para cada situação existe uma abertura legal, tão pequena que não precisa pedir a ninguém. Os chamados casos insignificantes são os de abastecimento humano e agricultura familiar, por exemplo”, afirma Almir Cirilo, secretário de recursos hídricos de Pernambuco.
 
As barragens insignificantes são aquelas com capacidade de até 10.000 metros cúbicos. Porém, a definição varia de lugar pra lugar, conforme a região. “Isso depende de cada legislação, não trabalhamos com volume. Trabalhamos com a vazão aproveitada. Onde tem mais água, a vazão insignificante é maior. O critério é ter mais ou menos água”, diz Cirilo.
 
Além dos casos insignificantes, barragens de grande vazão construídas antes da lei, ou seja, antes de 1997, não foram devidamente planejadas. “Havia uma concepção que não levava em conta o uso múltiplo que hoje as barragens devem possuir. Não se pensava em barragens para o controle de enchentes naquela época, elas serviam só para acumular água”, afirma Soares. “Hoje em dia é preciso levar em conta itens como o volume de água, o tamanho, o impacto ambiental, controle de vazão. Caso contrário, elas podem potencializar as enchentes.”
 
Outro item previsto na lei, a cobrança pelo uso das águas dos rios, seja para abastecimento ou para geração de energia, também não pegou. Hoje, 13 anos e meio depois da aprovação da lei, apenas dois rios em São Paulo cobram das empresas situadas em sua margem pelo uso dos recursos hídricos, segundo Soares. “Este ano foi aprovada a cobrança também no Rio São Francisco.”

Comentários


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yolanda

Toda essa tragédia ocorrida no Nordeste Brasileiro, nos remete aos políticos e suas ações inescrupulosas, que não medem esforços e não temem a natureza... Temo que apenas esteja começando as tragédias nesses lugares...E quando o rio São Francisco, dito "velho chico" se revoltar... A fúria da Mãe-Natureza não recai só sobre q(..)

11.07.2010

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henrique

cadê os incensadores de plantão? lula irá para a áfrica em "turnê" por varios países.vcs realmente conhecem o nosso norte e o nordeste? a miséria, a fome, as doenças?vcs sabem o que é a miséria endemica do maranhão dos sarneys? não vou dizer que a nossa miséria é maior que a do haiti que da áfrica, pois sou temente ao meus D(..)

04.07.2010

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karysla

insignificante...o que é importante para o governo é a Copa! que vergonha...

30.06.2010

Helena Pereira

Será que não tem ligação com o desvio do rio São Francisco...

29.06.2010

carlos alberto moraes

. ontem passou na globo no fantastico . que nao havia estourado barragem . leio aqui hoje que estorou .aquela globo problema ate quando vao manipular informacoes .

28.06.2010

Marinho Lana

A grande culpa é do governo do Estado de Alagoas. E um alerta para os demais Estados Brasileiros, acordem a tempo e comecem a fazer o que é responsabilidade de vocês, cobrar imposto e dar mordomia a políticos não é o que se espera. É obrigação dos que se candidatam e são eleitos trabalhar para a melhoria de condições de vid(..)

28.06.2010

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Marinho Lana

A culpa é do homem sim, concordo. Do homem que constrói em lugar de risco, do homem que prefere levar vantagens ao buscar segurança, ao homem que desrespeita as leis da natureza. Mas, os homens criam os governos que deveriam observar às próprias leis e cumpri-las. Enchentes existem e são perigosas mas no caso de rompimento (..)

28.06.2010

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Anthony

@Isis Ziemfellderz - se depender de Brasília? Não exatamente. Essa foi a única parte de que discordei de ti. Se depender de NÓS, que somos quem elegemos essa corja que passa 3 dias aqui em Brasilia decidindo o que roubar hoje, amanhã e sempre.

28.06.2010

vanderlei

também acho q a culpa é do homem. Pois são os homens que ai manipulam dinheiro publico e constroe barragens sem a menor norma técnica. E no pior momento acontece que aconteceu ai.

28.06.2010

Lúcio peixoto

Isso é Brasil, aonde muitos roubam e não acontece nada e muitos trabalham e moram mal, comem mal, vestem-se mal , porque mal ganham para comer, ISSO É UMA VERGONHA, BRASIL UM PAÌS DETOLOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.

27.06.2010

Mauricio Albernaz de Oliveira

Por que a GLOBO não noticiou que foi rompimento de BARRAGEM,ela continua sendo cada vez mais CORRUPTA em suas noticias,nunca vai falar a verdade,ela so fala bem deste governo sem vergonha,ela é uma emissora CORRUPTA.

27.06.2010

Mauricio Albernaz de Oliveira

Ai está a cara do PT do Presidente com a maior aprovação da nossa DEMOCRACIA,ele não faz nada a não ser fazer politica com governos que de democracia não tem nada,atitudes para melhorar o Brasil,ele não tem nenhuma,agora ele vai deitar e rolar liberando verbas emergenciais,e os corruptos vão agradecer.

27.06.2010

Nádia Maria

A grande rede de televisão só falou em chuvas,ainda bem que a Veja fez a denúncia sobre o rompimento das barragens.O interesse político continua fazendo do povo o eterno palhaço ignorante e manipulado.

27.06.2010

NEY

E nessas horas nao aparece nenhum politico, nenhum prefeito, nenhum deputado, nenhum vereador, governador, ninguem pra fazer alguma coisa de util, nem pra levar conforto para a populacao sofrida. Aposto que daqui a pouco a Dilma aparece por la prometendo novas obras pra controle das enchentes, etc. Ou o proprio Lula prometen(..)

27.06.2010

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ANDRE M S ARAUJO

Trata-se de incompetência generalizada no trato dos recursos públicos... Brasil!!! Quando vamos dar a volta por cima? Triste é que nós mesmos sofremos as consequências de falta de gestão de gestores e representantes da sociedade brasileira. É a corrupção corroendo a infra-estrutura brasileira.

27.06.2010

Humberto

Ano de eleição, Dilma podendo alongar o plano do PT de perpetuação no poder...grande parte da imprensa faturando alto com anúncios milionários do governo federal...e quem paga o pato é São Pedro...poucos têm "saco roxo" pra botar o dedo na ferida. Se isso fosse noticiado aos quatro ventos seria um trunfo nas mãos de Serra e (..)

27.06.2010

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marcelo

Fica evidente que os orgãos fiscalizadores, nao sabiam da real situação de estrutura fisica dessas barargens, ai vem o governo falar catrastrofe. Isso poderi a ter sido evitado se os vertedouros funcionassem adequadamente e muitas dessas baragens não tivessem infiltrações que levaram ao rompimento.

26.06.2010

Luciano dos Anjos

Moro em São José da Laje-AL há 45 anos, pois nunca vir tanta agua em um só dia e entrar pela noite. Pois eu acho que a culpa simplesmente é do HOMEM que ver cidades destruindo-se com enchentes e continuam destruindo a natureza (plantando capim e eucalipto nas margens dos rios).

26.06.2010

gert roland fischer

Ao assistir as primeiras imagens, disse para minha mulher, AS BARRAGENS ESTÃO ROMPENDO E FORMARAM UM TSUNAME. QUANDO A IMPRENSA FALOU EM 1.000 DESAPARECIDOS, DISSE TAMBEM PARA ELA: CHUTE, MAS CHUTE DOS GRANDES. Agora minhas previsões estão se confirmando. No Brasil é mais importante o Carnaval e o Futebol, que a gestão ambie(..)

26.06.2010

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Jorkeam

E olha q a Dilma preferiu viajar ao exterior do q visitar uma parte do Pais que ela deseja governar; que bonito hem! já sabemos o q o Nordeste significa pra ela; perdeu o voto de minha familia.

26.06.2010

PROF WALTER

Em 2010, a natureza parece mais feroz, senão vejamos: deslizamentos no Rio de Janeiro, terremotos no Haiti, Chile e outros lugares e agora as chuvas no NE. Vamos tratar melhor a natureza, talvez pode ser possível evitarmos outras catástrofes! Reflitam governantes!!!

26.06.2010

toninho

Essa é a realidade deste Governo, nada funciona como deveria funcionar, a não ser o plano de criação de Conselhos e Comitês pra empregar a Turma que inventam os órgão de fiscalização que fiscaliza nada. Agora o cadastramento de bolsistas nos programas de compras de votos, funciona que é uma beleza. Esses vagabundos tem que s(..)

26.06.2010

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Amandine

O que a população de Pernambuco e Alagoas deve fazer é exigir a idenização plena de todas as suas perdas, dos governos estaduais e federal,afinal distribuiem dinheiro da Cuba ao Haiti,FMI,a Bolívia, queimam dinheiro com os cartões corporativos e inventam pensões milionárias para os amigos.Tem que reconstruir as cidades, é um(..)

26.06.2010

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paulo barreto

As tragédias ambientais correiqueiras demonstram que a gestão ambiental deveria ser coisa séria. Por enquanto quem luta pela proteção ambiental é considerado chato que quer impedir o desenvolvimento.

26.06.2010

Anthony

Tragédias, infelizmente, acontecem. Responsabilizar o Lula por isso é por aquilo é hilário, desculpem-me aqueles que acham que ELE apenas, e não o governo e a SOCIEDADE como um todo, deveriam ter agido. Talvez, agora, quem sabe, as cidades afetadas serão reconstruídas, claro, não vai ser possível trazer à vida aqueles que se(..)

26.06.2010

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Smith

Talvez tenhamos que nos acostumar como cenas como essas, que cada vez mais se tornaram mais corriqueiras. Porém, para evitá-las é necessário projetos de infraestrutura que, para os políticos, não rendem votos já que os eleitores na maioria das vezes são "comprados" com o que conseguem "ver", não com o que está embaixo da ter(..)

26.06.2010

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NORDESTE LIVRE

O melhor para o Brasil seria dividi-lo em 5 países. Já estamos cheios do preconceito, racismo e discriminação com os Nordestinos! Se o MICO GLOBAL tivesse se preocupado com NOSSOS HAITISMOS em vez de achar que era o REI MOMO do mundo, muitas tragédias não teriam acontecido. Esse LUNÁTICO IRRESPONSÁVEL não é cria do Nordeste;(..)

26.06.2010

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Alessandra Oliveira

E o SR. PRESIDENTE vem dizer que "no passado pessoas construíram suas casas em lugares inadequados", dando a entender que a culpa era da população (e "não da chuva"(!)). Qual a novidade? Quem estudou História, sabe que desde a Antiguidade as primeiras cidades desenvolveram-se primariamente em torno de rios, e não somente ha (..)

26.06.2010

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eduardo benevides

A natureza está cobrando a sua dívida, pena que cai na cabeça de um povo sofredor que tem que pagar pelos politicos sujos que acham que a ignorancia é o melhor remédio para suas eleições. Veja o caso da cidade de Murici-Al de uma miseria e do dominio total do senador Renan que merecia tá pagando sozinho esta dívida e no enta(..)

26.06.2010

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Carlos Neves

Se os governos desses dois Estados tivessem cumprido a Lei sobre rios, barragens e açudes, esta tragédia não teria acontecido. Total descaso dos políticos responsáveis para com as populações vitimas desta enchente causada pelo rompimento de barragens e açudes, os quais nunca serão responsabilizados de coisa alguma.

26.06.2010

JMineiro

Quem sabe que ainda está a tempo do governo federal lançar um PAC contra catastrofe

26.06.2010

Amauri Campos Matos

Espero que a reconstrução destas comunidades, venham planejadas e mais sociais, para um melhor convivio deste povo tão sofrido. Devemos cobrar das autoridades um bom serviço.

25.06.2010

Leni Braga

Logo vi que só as chuvas não implicariam em toda essa trajédia. Sempre essas malditas barragens que rompem a atingem os miseráveis que vivem no mais completo caos.

25.06.2010

Marcos Aurélio Mendes

...pobre ou rico, não importa, pagaremos o mesmo preço! A natureza não perdoa! Não adianta mudar de endereço. Infelizmente, estamos começando a colher os frutos das sementes que plantamos.

25.06.2010

Creso

As TVs que possuem helicópteros,não colocam o dedo na ferida.A imprensa escrita é que nos mostra.

25.06.2010

robertosilva

Aos meus amigosdePaudalho,força a esta Cidade que tem a Academia de Polícia Militar,onde me formei,é uma tristeza,más,vocês são fortes.Deus os abençoe.De um paraense.

25.06.2010

Francisco M. Dal Conte

Se a área de proteçao preconizada pelo ATUAL código florestal tivesse sido respeitada nas margens desses rios, nenhuma vida seria ceifada. As alteraçoes que estão querendo fazer, reduzirá para 15 metros a area de proteção nas margens de rios.....e muito mais vidas serão ceifadas. Parabéns Deputado REBELO (e sua trope) pela s(..)

25.06.2010

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Wellington Virgínio

O que falta no Brasil é o mapeamento das áreas de risco, quer seja, nas cidades "morros" e favelas, quer seja,na saúde, um bom exemplo é a dengue.

25.06.2010

Francisco Sobrinho

Estava evidente que algo mais grave havia acontecido. Só o rompimento em série açudes e barragens ao longo do caminho, poderia justificar tal estrago. Tão grave quanto, é a indiferença dos responsáveis por esta trágedia. Não se vê um político dando a cara prá bater. Triste!!!

25.06.2010

NTSB

A natureza esta cobrando a conta agora com a destruição das casas e vidas humanas, não e possivel se construir casas assoriando os rios e derrubando a mata ciliar,a naturaza e a mudança climatica e visivel em todas as partes do globo.

25.06.2010

ntsb

Não e normal chover essa quanidade de água no Nordeste m, a reportagem foi muito superficial,pois a quantidade de chuva superou em muito media historica, será que estamos diante das severas mudanças climaticas como afirma o Painel intergovernamental de mudança climatica em todo o globo.

25.06.2010

Roger Jacob

barragem é solução, o problema é a falta de manutenção! precisamos é de mais barragens no nordeste, chega de mais burrocracia! regulamentações temos demais, se isso resolvesse o Brasil era a Suiça.

25.06.2010

rosana ter

tragédias como essa deveriam servir de exemplos a nós, e assim defendermos melhor a natureza, que garante a nossa sobrevivência...

25.06.2010

Rodrigo Ramos

Esse tipo de matéria é legal para evitar os comentários que falam sobre catástrofe natural. Natural seria se o .gov tivesse feito a parte dele. .gov = todos os governos desde 1500

25.06.2010

HUNO

Não se deve construir em vales; e, próximo a rios e córregos. É enchente na certa.

25.06.2010

Wagner Ruiz

Tragédia total!!! Este pessoal precisa de muita ajuda, pois muitos perderam o pouco que tinham!!!! Somente acho estranho não ouvir sobre campanhas para ajudá-los como quando aconteceu no sul do país que foram amplamente divulgadas.

25.06.2010

Gabriel Fonseca

Tudo bem usar metáforas. Comparar as chuvas que varreram o nordeste a um tsunami dentro do corpo do artigo, quando o leitor já está informado que não foi um tsunami literal, mas um aguaceiro comparável a um tsunami, é perfeitamente aceitável. Agora, colocar no título do artigo que vai na página principal "A origem do tsunami(..)

25.06.2010

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Rodrigo L

A ruptura de pequenas barragens é uma ocorrência inerente ao "overtoping", quando a água passa por cima do barramento. Há um documento emitido pelo Min. das Minas e Energia que trata do assunto de segurança de barragens. Mas o poder público é sempre um lento cágado frente as diversas demandas da sociedade.

25.06.2010

ivan bueno

Se as matas nas margens dos rios estivessem preservadas com mata primaria ou celiar nada disso teria acontecido. Quando o brasileiro passará a respeitar a natureza ?

25.06.2010

Carlos Alberto Cotta

Bela reportagem. Era óbvio que havia uma causa maior para tanta àgua e sempre a irresponsabilidade do poder público esta presente. O que ocorre nas agências reguladoras, é o aparelhamento pelo poder executivo. Carlos Cotta - Maringá

25.06.2010

gustavo

Calma, gente: Dilma Rousseff vai resolver tudo. Logo, logo, vai ter o PAC das enchentes. Afinal, estamos vivendo um novo Brasil.

25.06.2010

José Geraldo de Melo

Nesse contexto existe uma grade variáveis de problemas que certamente contribuiram para o caos. Destacamos duas principais: má administração e descaso dos governos, aqui principalmente do governo estadual e dos municipais. Essa minha visão é reforçada pela declaração da canditada do PT Srª Dilma, de que o problema foi a falt(..)

25.06.2010

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Mauricio

Estranho "lei não pegar". Lei se cumpre.

25.06.2010

Francisco Magalhães Barros Junior

Copa do mundo? Eleição? Qual motivo pelo qual estão omitindo que essa tragédia foi provocada pelo rompimento de barragens? O Brasil não anestesiado exige saber quem são os responsáveis.

25.06.2010

Marly Berkenbrock

fiquei impressionada porque vendo as construções parece que não tem cal ou cimento nos restos, só barro, as casas não tem estrutura para desmanchar deste jeito.

25.06.2010

Débora Brandão

Ando acompanhando o que vem acontecendo e é lamentavel,mas penso que não é jogar a culpa em morados ou no governo...agora a questão e ajudar nossos irmãos que estão passando por uma delicada situação e pedir a Deus por eles.

25.06.2010

José Ramalho

Parabéns a Veja pelo novo site. O espaço para os comentários é essencial.

25.06.2010

Telmo Heinen

Vergonha Global. Como é que os repórteres de TV não enxergaram que era impossivel um simples temporal com chuva intensa, causar tal volume de água em espaço curto de tempo? Parabéns à Veja que constatou in loco o problema. Depois de tudo isto, será que o povo continua sendo CONTRA a aprovação do novo Código Ambiental? Nós qu(..)

25.06.2010

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Jose Augusto

Parabenizo os autores da matéria. É assim que se faz um diagnóstico de eventos ambientais. Ir ao campo e verificar a realidade dos fatos.

25.06.2010

 

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