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Trajetória
Titular da Fazenda foi principal peça do governo Lula
Médico sanitarista formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Antonio Palocci Filho, de 45 anos, assumiu o Ministério da Fazenda em janeiro de 2003, já como o homem forte do governo Lula, com credibilidade garantida junto ao mercado financeiro e aos empresários. Trocando a plataforma revolucionária por um setor menos radical do PT, Palocci adotou uma política fiscal ortodoxa e estabilizou a economia do país.
'Blindado' por Lula e até pela oposição, o ministro começou a ter a imagem arranhada no ano passado, quando seu antigo secretário Rogério Buratti disse na CPI dos Bingos que Palocci cobrava propina de uma empreiteira na época em que era prefeito de Ribeirão Preto. Desde então, um dos pilares do governo petista passou a ser alvo de várias outras denúncias de corrupção. A gota d'água foi o depoimento do caseiro Francenildo Costa, também na CPI dos Bingos, que afirmou que Palocci freqüentava a "casa do lobby" - fato negado pelo ministro em depoimento anterior -, e também a quebra ilegal do sigilo bancário da testemunha.
A vida política de Palocci começou na época da faculdade, quando militou no movimento Liberdade e Luta, de tendência trotskista. Depois da fundação do PT, em 1980, passou a integrar a corrente 'O Trabalho', também de orientação trotskista. Em 1989, foi eleito vereador de Ribeirão Preto pelo PT. Em 1991, já ocupava a cadeira de deputado estadual em São Paulo. Um ano depois, foi eleito prefeito da cidade do interior paulista.
Em 1998, se elegeu deputado federal por São Paulo. Atuou como 2º vice-presidente da Comissão de Reforma Tributária; titular da Comissão de Seguridade Social e Família e como suplente das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.
Em 2000, Palocci foi eleito novamente prefeito de Ribeirão Preto, com 146.112 votos. Deixou o cargo em 2002, para assumir o Ministério da Fazenda.


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