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Economia
Tarifa livre tem aumentos menores
A inflação dos últimos dez anos no Brasil foi puxada pela alta dos preços administrados pelo governo federal, como tarifas de energia, telefone, ônibus, gasolina e planos de saúde. Os dados foram divulgados pela Agência Brasil e fazem parte de um estudo da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda.
Entre maio de 1995 e novembro do ano passado, os preços administrados subiram 3,5 vezes mais que os preços livres (sem regulamentação, como alimentos, roupas e eletrodomésticos): 339% contra 93%.
Para o secretário-adjunto de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, Marcelo Saintive, o governo deve fazer mudanças na gestão dos preços administrados. Ele sugere a alteração dos índices usados em alguns contratos de privatização e a determinação de critérios para a regulação de tarifas como as de ônibus e água.
Como exemplo de índice mal escolhido, Saintive citou o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) usado para reajustar as tarifas de energia elétrica. Segundo o estudo do Seae, a energia foi responsável por 4,7% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial usado pelo governo para medir a inflação.
Segundo o estudo, a evolução de tarifas foi fortemente pressionada pela elevação de 88% do IGP-M, principal parâmetro de reajuste anual dos contratos de concessão. Por isso, a secretaria sugere a adoção do IPCA como índice de reajuste dos preços administrados.
"No curto prazo, o IGPM é mais benéfico, mas pode voltar a subir pois está relacionado ao câmbio", explica Saintive. Além disso, ele esclarece que os IGPs são influenciados fortemente pelos preços no atacado, enquanto o IPCA reflete a variação de preços ao consumidor.


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