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Eleições 2006
STF cassa prévias e o PMDB faz 'consulta informal'. Garotinho deve ser o vencedor
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Edson Vidigal, decidiu neste domingo manter sua decisão de cancelar as prévias do PMDB. O partido havia recorrido da decisão tomada no sábado à noite por Vidigal, mas, segundo a assessoria do STJ, o ministro manteve a suspensão das prévias. Dessa forma, às 17h foi encerrada a 'consulta informal' do partido para escolher o candidato á eleição presidencial.
Por volta das 22h deste domingo, 94% do total dos votos de pouco mais de 23.000 filiados davam como indicado a candidato o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, com 46% dos votos contra 38,2% para o governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto. Segundo o PMDB, a consulta ocorreu em todo país, com exceção de cinco Estados e Distrito Federal.
Diante da manutenção no sábado da decisão de cancelar as prévias, o presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), garantiu que a votação ocorreria de qualquer maneira, mesmo que fosse em caráter de 'consulta informal', o que acabou ocorrendo.
E logo depois da decisão de manter a proibição das prévias, os advogados do partido afirmaram já ter pronto pedido de reconsideração junto ao ministro Eros Graus, do STF, para pedir a que o nome do vencedor da consulta seja considerado o candidato indicado pelo partido.
Batalha - Na quinta-feira, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, determinou suspensão das prévias marcadas para este domingo. Na sexta-feira, o partido conseguiu derrubar a liminar, por conta de decisão do ministro Amilton Carvalhido, também do STJ, o que agradava os oposicionistas do partido.
Por conta de firme decisão, Garotinho, Rigotto e Temer acusaram o ministro de ter agido em interesse próprio. Eles disseram que Vidigal queria ser candidato a governador do Maranhão e ter um petista como vice da chapa. "Não posso ser candidato se eu não sou filiado a nenhum partido. Já requeri o meu pedido de aposentadoria, mas enquanto eu não for aposentado, eu sou juiz", disse Vidigal.
Mas novamente no sábado, ao julgar a liminar, Vidigal considerou que "não há motivos para reconsiderar sua decisão anterior". O que reiterou sua posição no domingo, diante do pedido de reconsideração dos advogados do partido.


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