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Eleições 2006
Serra decide sobre candidatura em março
O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta sexta-feira, em evento na capital paulista, que vai decidir se será ou não candidato à Presidência da República em março. "Meu nome aparece em todas as pesquisas que são feitas e, em função disso, muita gente deseja que eu seja candidato. Mas sobre isso não tenho nada a esclarecer. Oportunamente, se houver alguma coisa para dizer, eu chamo todo mundo e a gente vai ver isso lá para março", afirmou.
Nesta quinta, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o tucano sairá candidato "se o povo quiser". Serra aparece nas pesquisas de intenção de votos empatado tecnicamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
FHC também minimizou um eventual desgaste da imagem do prefeito com a renúncia à administração municipal - Serra está há apenas um ano na prefeitura paulistana e, durante sua campanha, prometeu não deixar o cargo para concorrer à presidência.
"Se o povo quiser, não haverá desgaste", disse o ex-presidente. Na semana passada, FHC iniciou sua campanha pró-Serra em conversas reservadas com membros do partido. Nelas, o ex-presidente disse que o prefeito é o candidato mais preparado para derrotar Lula.
A declaração desta quinta foi feita após um almoço no apartamento de Fernando Henrique, em São Paulo, com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o governador de Minas, Aécio Neves. O encontro dos três líderes tucanos foi o primeiro de uma série para a escolha do candidato tucano à presidência. A definição deve sair em março. Hoje, o PSDB se concentra em dois nomes: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que já anunciou sua pré-candidatura, e Serra, que ainda não se posicionou.
Para Jereissati, no entanto, a legenda já vê o prefeito como presidenciável. "Por parte do partido é pré-candidato sim. Tanto o prefeito José Serra quanto o governador Geraldo Alckmin são pré-candidatos. O mais competitivo vai ser o escolhido."
Disposto a apaziguar os ânimos, o trio de caciques tucanos deve chamar Serra e Alckmin para uma conversa em que discutirão juntos os critérios para a escolha. Segundo a Folha de S. Paulo, a cúpula do PSDB está divida: FHC é simpático a Serra; Tasso, a Alckmin; e Aécio está em dúvida.


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