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CPI
Relatório 'poupa' José Dirceu e Gushiken
A CPI dos Correios deverá poupar os ex-ministros da Casa Civil, José Dirceu, e de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, em seu relatório final, que deverá ser apresentado na terça-feira no Congresso. Apesar das promessas iniciais dos integrantes da comissão - que diziam que o documento pediria o indiciamento de Dirceu e Gushiken -, eles só serão citados como envolvidos em irregularidades do governo, sem recomendação de processo judicial.
Pressionados pelo Planalto e pelos acusados de envolvimento no esquema do "mensalão", os integrantes da CPI já aceitaram apresentar uma versão menos rigorosa do relatório, com perfil mais técnico. Conforme a edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, Dirceu e Gushiken ficarão numa categoria "intermediária" de envolvidos na crise - em que serão citados os fatos investigados, com pedido para que o Ministério Público analise os casos.
"Vamos sugerir o indiciamento das pessoas apenas quando estiver comprovada a culpabilidade", afirma o deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), vice-presidente da CPI. "Quando há dúvida e a investigação não chegar a conclusões, vamos encaminhar para o MP continuar as investigações." Além dessa categoria intermediária, haverá os acusados com envolvimento comprovado, que terão indiciamento pedido, e os casos sob suspeita, para a apuração pelo MP.
Land Rover - Além de Dirceu e Gushiken, outro antigo dirigente petista de primeiro escalão, o ex-secretário do partido Silvio Pereira, também não deverá ter indiciamento pedido. Pereira, que recebeu um jipe Land Rover de uma empresa que mantinha contratos com a estatal Petrobras, também terá seu caso passado ao MP. A CPI dirá que não aprofundou a apuração do caso de forma suficiente para pedir ou não o indiciamento do ex-dirigente do PT.


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